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Entenda como a poluição na cidade de São Paulo pode agravar problemas nos rins

Estudo revela maior incidência de hospitalização entre homens de diferentes faixas etárias

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A poluição em São Paulo, principalmente pela queima de combustíveis, aumenta o risco de doenças nos rins.
  • Homens de diferentes idades apresentam maior incidência de internações devido a problemas renais.
  • Os níveis de poluição são mais elevados no inverno, devido à falta de chuvas.
  • Estudo da Universidade de São Paulo revela correlação entre internações e carga de poluentes na cidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A poluição da cidade de São Paulo, emitida sobretudo pela queima de combustíveis por veículos, aumenta o risco de agravamento de doenças nos rins. Segundo levantamento apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, homens de diferentes faixas etárias foram os que apresentaram maior incidência de hospitalização.

Em entrevista ao News 19 Horas, Lucia Andrade, professora associada de nefrologia da Universidade de São Paulo e uma das responsáveis pelo estudo, alerta que os níveis de poluição são mais elevados no inverno, principalmente pela falta de chuvas.


Vista aérea de cidade densa com poluição cobrindo o horizonte ao entardecer
Pesquisadora alerta que a poluição pode impactar portadores de doenças renais Reprodução/Record News

“A gente fez um levantamento das internações na cidade de São Paulo durante uma década e observamos que, tanto para doença renal crônica, em que diabetes e hipertensão são as principais causas, quanto para a injúria renal aguda, que são os casos agudos de perda da função renal, e para as glomeropatias, que são as nefrites. Em todas essas situações houve uma correlação com a carga acumulada de poluentes, de poluição. Então, não que a poluição vá causar a doença, mas ela potencializa algum diagnóstico que o paciente já tenha dessas doenças renais”, explica.

Segundo a docente, quando um portador de doença renal respira micropartículas, elas conseguem passar pelos pulmões, entram na corrente e podem se depositar nos rins, o que desencadeia um processo inflamatório.


Sobre a maior incidência entre o público masculino, Lucia relaciona o trabalho exercido pelos homens a uma maior exposição a poluentes. “Então, motorista de ônibus é homem, cobrador, pessoas que trabalham em construção, que ficam o dia inteiro nas ruas se expondo mais. São profissões mais comuns entre homens. Então, isso pode ser um outro fator, além de que as doenças renais também acometem mais homens”, esclarece a pesquisadora.

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