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5 cuidados essenciais para combater a obesidade infantil

Ajustes na rotina garantem um crescimento mais saudável

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Obesidade infantil (Foto: Pexels) Feed TV

Em 2025, o Brasil viu um alerta vermelho acender na balança dos mais jovens. Segundo relatório do SISVAN 2026, 31% das crianças entre 5 e 10 anos apresentavam excesso de peso, com 9,7% já na faixa da obesidade e 6% lidando com a obesidade grave. Entre os adolescentes, o cenário também exige atenção: 35,4% estão acima do peso.


Construir uma relação amigável com a comida desde o berço é o cenário ideal, mas quando o ponteiro já subiu, a situação exige uma mudança de rota. Mais do que simplesmente emagrecer, a prioridade absoluta é garantir um desenvolvimento saudável.

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Para o Dr. Edson Ramuth (CRM-SP 50789), médico e fundador do Emagrecentro, que comanda o programa focado no público jovem EmagreKids, o cuidado com a garotada e os adolescentes não pode envolver pressa. “O objetivo não é colocar a criança em uma busca acelerada pela perda de peso, mas identificar o que pode ser ajustado na alimentação e no estilo de vida, sempre considerando as demandas nutricionais de cada faixa etária”, pontua.

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Para ajudar as famílias a virarem essa chave sem traumas, o médico listou cinco passos fundamentais:

1 – Reeducação alimentar em família: Proibir alimentos de forma radical raramente funciona. O foco deve ser melhorar as opções no prato e construir o equilíbrio. O Dr. Edson Ramuth ressalta que o exemplo dita as regras: se a família inteira abraça as novas escolhas dentro de casa, fica muito mais leve para a criança incorporar o hábito.


2 – Prato colorido e focado em nutrientes: Durante a perda de peso, as vitaminas e os minerais não podem sumir da mesa. Frutas, vegetais, ovos, feijão e leite são combustíveis inegociáveis para quem está em fase de crescimento. Uma dieta muito restritiva pode roubar elementos essenciais para a saúde.

3 – Freio nos carboidratos simples: Biscoitos recheados, refrigerantes e guloseimas ultraprocessadas precisam virar a exceção da rotina. A ideia não é proibir o carboidrato, mas focar na qualidade do que é servido, garantindo a energia necessária sem excessos de açúcares.

4 – Acompanhamento de quem entende do assunto: Inventar dietas restritivas por conta própria é um risco. Se a criança apresentar falta de energia ou mudanças bruscas de apetite, a estratégia precisa ser revista. O acompanhamento profissional permite corrigir falhas no percurso sem prejudicar o crescimento.

5 – Menos tela, mais movimento: O combo celular, videogame e televisão é o maior aliado do sedentarismo moderno. Limitar as horas no sofá e incentivar brincadeiras ao ar livre ou esportes que façam sentido para a idade da criança é o empurrão que faltava para uma rotina mais ativa.

Por: Felipe Reis

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