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Estudo aponta que SEMAGLUTIDA pode retardar o envelhecimento em ratos

Pesquisa publicada na revista Nature mostra aumento de 12% na sobrevida de camundongas tratadas.

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Caneta emagrecedora (Foto: Pexels) Feed TV

Um remédio utilizado no tratamento de obesidade e diabetes, a semaglutida, pode ter o efeito de retardar o envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista científica Nature. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley trataram camundongas idosas com a substância e observaram que elas viveram, em média, 12% mais do que o grupo que não recebeu o medicamento.

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Além da longevidade, os animais tratados apresentaram menos sinais de deterioração associados à idade em quase todos os aspectos avaliados, abrangendo memória, força muscular e marcadores moleculares ligados ao envelhecimento celular. Os autores ressaltam que o estudo representa o início de uma resposta e que ainda são necessárias pesquisas clínicas para confirmar os resultados em humanos.

Metodologia da pesquisa

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No estudo, foram utilizadas camundongas fêmeas de 20 meses de idade. Um grupo recebeu injeções diárias de semaglutida, enquanto o outro recebeu apenas uma solução sem o medicamento para fins de comparação. O acompanhamento da sobrevida envolveu 79 animais no total.

As fêmeas que tomaram o remédio registraram sobrevida mediana de 834 dias, em comparação aos 742 dias do grupo controle. Outros grupos de animais participaram de testes detalhados de memória, força, coordenação motora e exames para avaliar o funcionamento celular.

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Impactos biológicos observados

Para compreender os mecanismos por trás dos resultados, os cientistas analisaram processos biológicos considerados marcadores do envelhecimento:

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  • Redução de inflamações: Os animais tratados apresentaram menos inflamação nos tecidos.

  • Menos células senescentes: Houve diminuição de células que perderam a capacidade de divisão e liberam substâncias nocivas.

  • Proteção do DNA: Menores indícios de dano ao material genético.

  • Melhora mitocondrial: O funcionamento das mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia celular, apresentou melhoras.

  • Neurogênese: O tratamento aumentou a formação de novos neurônios no hipocampo, região cerebral ligada à memória.

  • Genes de longevidade: Ocorreram alterações em genes associados à longevidade, com destaque para o aumento de moléculas chamadas sirtuínas.

Apesar dos achados promissores, os pesquisadores enfatizam que os dados são limitados e que investigações mais avançadas são necessárias para determinar se os efeitos se aplicam a humanos.

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