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Filho de sobreviventes do nazismo lidera Pfizer no combate à covid

Tessalônica, cidade natal de Albert Bourla, CEO da empresa, foi um dos locais em que os nazistas se instalaram em maior número

Saúde|Eugenio Goussinsky, do R7

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Albert Bourla é formado em Veterinária
Albert Bourla é formado em Veterinária

Tessalônica já viveu invasões e sobreviveu com suas belezas naturais à beira do Mar Egeu. Segunda maior cidade da Grécia, já foi subjugada pelos romanos, otomanos, bizantinos e nazistas. Mas, de lá, tal qual sua Torre Branca, que resiste à erosão do tempo e às atrocidades humanas, surgiu alguém que, munido de conhecimentos científicos, está no comando de uma das frentes de combate à pandemia. O atual CEO da Pfizer, Albert Bourla, 59 anos, é, mais do que filho da cidade milenar, um conhecedor dos dramas humanos.

Veja também: Europa pode aprovar vacinas da Pfizer e da Moderna no dia 21 de dezembro

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Bourla é filho de sobreviventes do Holocausto na Segunda Guerra Mundial, quando sua cidade natal foi um dos locais em que os nazistas se instalaram em maior número.

A cidade já chegou a ser a que tinha o maior número de judeus na Europa, mas, antes da guerra, um movimento migratório reduziu a quantidade para 54 mil pessoas.

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Com a invasão nazista, além das famosas estrelas amarelas, os judeus perderam todos os seus direitos, eram mortos ou obrigados a realizar trabalhos forçados e foram confinados em guetos, de onde a maioria foi enviada para campos de concentração.

Na noite da última quarta-feira (16), a história de Bourla ficou mais conhecida quando ele acendeu as velas da festa de Chanuká (festa das luzes) em uma cerimônia virtual organizada pela embaixada israelense em Washington, conforme informou o The Times of Israel.

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Nascido na cidade grega, ele logo se apaixonou pelas ciências biológicas e se formou doutor em biotecnologia da reprodução na Escola de Veterinária da Universidade Aristóteles de Tessalônica. Aos 34 anos, saiu da Grécia com sua esposa e viveu em sete cidades diferentes atuando na área.

Chegou à Pfizer em 1993, para trabalhar como diretor técnico da divisão de saúde animal da empresa na Grécia. Foi passando por várias divisões até se tornar CEO da empresa.

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Seu conhecimento em relação ao mundo animal o ajudou a valorizar o direito à vida como um todo, tão necessário para o bem-estar da humanidade, inclusive em um momento no qual a vacina vem para curar uma doença originária de uma relação invasiva do homem ao meio ambiente.

“Setenta e cinco anos após os nazistas terem assassinado milhões, o Dr. Bourla hoje lidera a corrida para salvar milhões de vidas", disse Ron Dermer, embaixador de Israel nos Estados Unidos, referindo-se ao fato de a Pfizer ter sido a primeira corporação a desenvolver uma vacina contra a covid-19, já aplicada no Reino Unido e nos Estados Unidos e em vias de ser utilizada em Israel.

“Neste chanuká, à medida que este ano extremamente difícil chega ao fim e olhamos para um novo começo, estamos celebrando o incrível espírito humano e a determinação necessária para criar a vacina contra a covid-19 e como esses esforços tornaram o impossível - desenvolver uma vacina tão rápida - possível ”, disse Bourla, sobre essa nova conquista da humanidade.

O processo de aprovação das vacinas ao redor do mundo

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