IA em brinquedos: entenda a preocupação da Sociedade Brasileira de Pediatria
Organização divulgou alerta sobre os problemas que envolvem a exposição de menores à tecnologia
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um alerta sobre o risco de brinquedos com inteligência artificial para crianças. Dentro do contexto do desenvolvimento dos menores na infância, a instituição publicou orientações de esclarecimento para escolhas e acompanhamentos dos efeitos de novas tecnologias nas brincadeiras.
Em entrevista ao programa Link News desta quinta (22), a pediatra Ana Luiza Braga explicou que o alerta surgiu em um encontro internacional em que foram apresentadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública notas sobre a ausência de informações a respeito da segurança desses brinquedos, além de não haver transparência sobre os dados que são coletados dos usuários e para onde tais dados são enviados.
“A inteligência artificial está mudando. Cada vez menor, portátil e muitas vezes tem um apelo infantil na inteligência artificial, quando não está inserida exatamente no brinquedo”, disse a pediatra.
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Ao mesmo tempo, o especialista em cibersegurança Luiz Milagres argumentou que a tecnologia responde a fatores que o usuário necessita, mas muitas vezes a IA tende a formular cenários prazerosos e agradáveis propositalmente.
“Nós, como adultos, já ficamos com o senso crítico afetado, quem dirá uma criança. Ela [IA] não só repete, ela incentiva, te convence, te agrada, te faz sorrir e cria uma dependência do ponto de vista de confiança e credibilidade, da qual a criança começa a confiar. E o que vem daquele brinquedo pode levar a criança a fazer coisas muito boas ou muito ruins”, enfatizou Milagres.
Ana Luiza Braga explicou ainda que a brincadeira “no mundo físico” traz estímulos mais enriquecedores. Quando uma criança, por exemplo, transforma uma caixa em um avião ou um carro, utilizando coisas simples, ela imagina, cria, de forma ativa, o que contribui para a evolução dela. Por isso, a médica especialista apontou que, no momento em que a IA passa a fazer tudo por meio do “perfilamento”, a infância é afetada.
“Para lidar com inteligência artificial, precisa ter repertório, uma tecnologia exponencial, que você pergunta como, você pergunta e o que retorna. Uma criança não tem repertório para lidar com isso, ela simplesmente faz, e o que ela faz vai ter uma resposta para atender aquele desejo”, completou Luiz Milagres.
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