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Primeira vacina contra malária recebe aval de órgão europeu e será analisada pela OMS

Produto pode se tornar a primeira vacina humana licenciada contra essa doença parasitária

Saúde|Do R7

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A primeira vacina do mundo contra a malária recebeu luz verde nesta sexta-feira (24) do órgão regulador europeu de medicamentos, que a considerou segura e eficaz para ser usada em bebês na África em áreas de risco da doença transmitida por mosquitos.

A dose, chamada Mosquirix e desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline e a PATH Malaria Vaccine Initiative, pode se tornar a primeira vacina humana licenciada contra essa doença parasitária e ajudar a evitar milhões de casos da malária, que mata muita gente nos países onde é endêmica.

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A vacinda ainda enfrenta obstáculos antes de ser lançada na África, com o aval de governos e outros financiadores, pois oferece apenas uma proteção parcial.

A Mosquirix, também conhecida como RTS, e cofinanciada pela Fundação Bill & Melinda Gates, será agora estudada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que informou nesta sexta-feira que iria começar uma avaliação em outubro sobre quando e onde a vacina poderia ser usada. A OMS tem como objetivo fazer uma recomendação em novembro.

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"Vamos olhar para a vacina a partir do ponto de vista da saúde pública", disse o porta-voz da OMS Gregory Hartl. "Precisamos pensar atentamente sobre a melhor forma de acrescentar — e se a acrescentar — uma vacina contra a malária em certas áreas onde a malária é endêmica."

A malária é uma das maiores causas de morte de crianças no mundo, pois a cada minuto uma criança morre da doença. A enfermidade infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e matou cerca de 584 mil em 2013, na grande maioria bebês na África Subsaariana.

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Andrew Witty, CEO da GSK, disse que a opinião favorável da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) foi um passo importante no sentido de tornar a vacina a primeira disponível no mundo contra a malária.

"Embora a RTS,S por si só não seja a resposta completa à malária, o seu uso junto com outras medidas, como mosquiteiros e inseticidas, daria uma contribuição muito significativa para controlar o impacto da malária em crianças nessas comunidades africanas que mais precisam dela", disse.

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