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Semelhança genética indica que zika pode ser combatido com drogas para outros vírus

Pesquisa diz que estruturas genéticas podem servir como potenciais alvos de antivirais

Saúde|Do R7

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Vírus zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya
Vírus zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, descobriram que o vírus zika contém estruturas genéticas semelhantes a outros vírus da família Flaviviridae e que estas estruturas podem servir como potenciais alvos de drogas antivirais, ou seja, drogas de combate a esses outros vírus também poderiam ser usadas contra o zika.

Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o vírus zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

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O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias no organismo humano até os sintomas começarem a se manifestar, que podem durar até sete dias.

Como não existe um medicamento específico contra o vírus, o tratamento atual serve apenas para aliviar os sintomas. Assim, o uso de paracetamol, sob orientação médica, é indicado nesses casos.

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As medidas de prevenção e controle da doença são as mesmas adotadas para a dengue, febre amarela e chikungunya, como eliminar os possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e fazer uso de repelentes.

No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, entre outras complicações.

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Também associado ao vírus, os órgãos de saúde de vários países da América do Sul e Central, incluindo o Brasil, verificaram um crescimento de casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB). A doença neurológica, de origem autoimune, provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte.

De acordo com a OMS, o zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite.

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