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Ser mãe nunca foi tão difícil como hoje em dia, afirma psicopedagoga

Cobranças em relação a trabalho e vida em família são mais intensas do que antigamente

Saúde|Ana Luísa Vieira, do R7

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Maternidade é caminho para autoconhecimento, reforça psicopedagoga especialista em família
Maternidade é caminho para autoconhecimento, reforça psicopedagoga especialista em família

Hoje é muito mais difícil ter filhos para a mulher do que no passado. Quem afirma é Laura Guttman, psicopedagoga argentina especializada em família e autora de livros como Mães Invisíveis, O Poder do Discurso Materno e A Maternidade e o Encontro. Em palestra nesta quinta-feira (04) durante o 3º Seminário Internacional Pais e Filhos, ciclo de debates promovido pela Revista Pais&Filhos que aborda temas relacionados à vida em família, Laura explicou que, atualmente, a maternidade encontra muitos obstáculos especialmente no que diz respeito às cobranças da sociedade.

— Nossas mães e nossas avós tinham reconhecimento social simplesmente pela maternidade. Hoje, somos incrivelmente demandadas e muitas vezes só temos nosso valor reconhecido se somos boas mães e, ao mesmo tempo, trabalhamos e temos sucesso profissional.

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Para a especialista, que tem três filhos, as mães de hoje muitas vezes perdem a noção da importância da troca de experiências em comunidade.

— Em uma cidade como São Paulo, às vezes é difícil conviver com outras mães. Mas esse compartilhamento de vivências entre as mulheres pode ser muito rico, já que o puerpério é um período preenchido por inúmeras emoções que frequentemente deixam a mulher confusa. As experiências de outras mães são mais parecidas com as nossas do que supomos.

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Preços dos luxos oferecidos pelas maternidades se comparam aos de hotéis cinco estrelas

Maternidade como autoconhecimento

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A palestra de Laura Guttman abordou a maternidade como caminho de autoconhecimento. A psicopedagoga contou que, ao ser mãe, a mulher resgata muitas das emoções que viveu na primeira infância e de que sequer se lembra, e isso vale tanto para quem tem filhos biológicos como para quem adota as crianças. 

— O contato físico constante com o bebê é muito semelhante àquele que vivemos quando éramos nós na barriga de nossas mães. Nesse processo, os níveis de dor e de dificuldade são muito grandes, muitas mulheres pensam estar loucas. Mas na verdade essa é uma oportunidade de encontrarmos um caminho que nos permita desenvolver nossos potenciais emocionais ao máximo. Nós podemos passar a amar o próximo mais e melhor. 

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