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Sinovac defende CoronaVac após dados de eficácia no Brasil

Estudos brasileiros mostraram que imunizante é capaz de prevenir em 50,4% casos sintomáticos de covid-19

Saúde|Do R7

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Países asiáticos que encomendaram CoronaVac questionaram empresa após resultados
Países asiáticos que encomendaram CoronaVac questionaram empresa após resultados

A empresa de biotecnologia chinesa Sinovac Biotech defendeu a segurança e a eficácia de sua vacina experimental contra covid-19, nesta quarta-feira (13), depois que pesquisadores no Brasil divulgaram dados clínicos em estágio final mostrando um patamar muito menor do que inicialmente anunciado.

A vacina foi 50,4% eficaz na prevenção de infecções sintomáticas no estudo brasileiro, incluindo dados sobre casos "muito leves", disseram os pesquisadores do Instituto Butantan na terça-feira.

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Na semana passada, eles afirmaram que a vacina, chamada CoronaVac, mostrou eficácia de 78% contra casos "leves" e 100% de eficácia contra casos "moderados" e "graves".

A notícia levou Malásia e Cingapura, que têm acordos de compra com a Sinovac, a afirmar na quarta-feira que buscariam mais dados da empresa chinesa sobre as taxas de eficácia antes de aprovarem e comprarem suprimentos.

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"Os resultados dos testes clínicos de fase 3 são suficientes para provar que a segurança e eficácia da vacina CoronaVac são boas em todo o mundo", disse o presidente da Sinovac Biotech, Yin Weidong, em entrevista coletiva.

Diferentes países usaram vacinas do mesmo lote em seus estudos, mas os países não têm protocolos de teste idênticos, disse ele.

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Divulgações parciais dos testes da Sinovac, bem como de estudos de outras vacinas chinesas, têm levantado preocupações de que não estão sujeitas ao mesmo escrutínio público que as alternativas norte-americanas e europeias.

Os dados do Brasil foram divulgados no momento em que a Indonésia lançou sua campanha de vacinação, com o presidente Joko Widodo sendo o primeiro a ser vacinado com a CoronaVac.

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A Malásia informou nesta quarta-feira que só seguirá em frente com a compra se a vacina cumprir os padrões de segurança e eficácia dos reguladores locais.

Na terça-feira, a Pharmaniaga Bhd, da Malásia, assinou um acordo com a Sinovac para comprar 14 milhões de doses da CoronaVac e, posteriormente, fabricá-la no mercado interno.

Cingapura, o único país de alta renda com o qual a Sinovac fechou acordo, disse que vai analisar os dados oficiais quando a Sinovac os divulgar, em vez de depender da eficácia relatada até agora, para então decidir se irá aprovar a vacina.

A Tailândia, que encomendou 2 milhões de doses da CoronaVac, afirmou que ainda está a caminho de receber e aplicar a vacina a partir do próximo mês, mas acrescentou que pedirá informações diretamente à Sinovac.

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