Tentando emagrecer sozinho? 5 hábitos que podem atrapalhar seus resultados
Especialista revela os principais obstáculos de quem busca perder peso por conta própria

Perder peso costuma estar entre os objetivos de muitas pessoas, mas o caminho até esse resultado nem sempre é simples. Na tentativa de emagrecer mais rápido, é comum encontrar quem recorra a dietas extremamente restritivas, corte grupos inteiros de alimentos, siga dicas da internet ou até use medicamentos sem orientação profissional. O problema é que estratégias difíceis de manter podem comprometer não apenas os resultados, mas também a relação com a alimentação.
“Emagrecer não depende apenas de força de vontade. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, na qual o organismo desenvolve mecanismos de defesa contra a perda de peso. Por isso, muitas vezes, o que falta não é uma dieta mais rígida, mas um plano estruturado e sustentável”, explica a nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso.
A especialista destaca que algumas atitudes bastante comuns podem dificultar a evolução de quem tenta emagrecer sem acompanhamento. Em entrevista ao blog Como Ser Saudável, Fernanda explicou quais são os fatores que podem sabotar o processo de emagrecimento. Veja:
1. Cortar alimentos ou pular refeições acreditando que isso acelera o processo
Passar longos períodos sem comer ou eliminar completamente determinados alimentos pode parecer uma solução rápida, mas nem sempre favorece resultados duradouros. Restrições excessivas podem aumentar a sensação de privação e dificultar a adesão a uma rotina alimentar equilibrada.
“Quando os hábitos alimentares são marcados por muitas restrições, a pessoa pode encontrar mais obstáculos para seguir o planejamento no dia a dia. Estratégias mais flexíveis e adaptadas à realidade de cada indivíduo costumam trazer benefícios mais consistentes ao longo do tempo”, afirma Fernanda.
2. Avaliar todo o progresso apenas pela balança
O número apresentado na balança é apenas uma parte da evolução. Mudanças na composição corporal, redução de medidas, melhora da disposição e alterações nos hábitos também fazem parte do processo.
“A balança mostra apenas a massa corporal total e não consegue indicar sozinha tudo o que está acontecendo no organismo. Quando a pessoa observa apenas os quilos, pode se frustrar e acreditar que não está evoluindo”, explica a nutricionista.
3. Ignorar a importância do sono
Dormir bem também faz parte do cuidado com o peso. A qualidade do sono influencia hormônios relacionados à fome e à saciedade, além de interferir na disposição para manter hábitos saudáveis.
“Quando o descanso é comprometido, pode haver aumento da fome, maior desejo por alimentos ultraprocessados e mais dificuldade para fazer escolhas equilibradas. Para a maioria dos adultos, a recomendação é manter entre 7 e 9 horas de sono por noite”, orienta.
4. Acreditar que a alimentação é o único fator envolvido
Embora a alimentação tenha papel fundamental, outros elementos podem interferir no controle do peso, como estresse, ansiedade, alterações hormonais, genética, sedentarismo e alguns medicamentos.
“O emagrecimento precisa considerar a realidade de cada pessoa. Em alguns casos, investigar condições associadas, como alterações na tireoide, resistência à insulina ou síndrome dos ovários policísticos, pode ser importante para definir a melhor estratégia”, destaca Fernanda.
A especialista lembra ainda que fatores emocionais também merecem atenção. Situações de ansiedade e estresse podem aumentar a busca por alimentos mais calóricos como uma forma de recompensa ou conforto.
“Tratar apenas a alimentação nem sempre é suficiente. Desenvolver estratégias para lidar com emoções, melhorar o sono e construir uma relação mais equilibrada com a comida faz parte do processo”, afirma.
5. Pensar que o tratamento termina quando o peso desejado é alcançado
Conquistar o peso desejado é uma etapa importante, mas a manutenção exige cuidados contínuos. Segundo Fernanda, muitas pessoas recuperam o peso perdido porque deixam de aplicar as estratégias utilizadas durante o processo.
“A manutenção não representa o fim do tratamento, mas uma nova fase do cuidado. O organismo tende a favorecer a recuperação do peso, por isso é importante manter hábitos consistentes, atividade física, alimentação de qualidade e acompanhamento quando necessário”, explica.
A nutricionista reforça que emagrecer de forma saudável não significa buscar uma solução rápida, mas encontrar estratégias que possam fazer parte da rotina.
“Não existe uma fórmula única que funcione para todos. O objetivo deve ser construir hábitos sustentáveis, respeitando as características e necessidades de cada pessoa”, conclui.
Mais do que buscar resultados rápidos, o emagrecimento saudável depende de mudanças que possam ser mantidas ao longo do tempo. Respeitar o próprio ritmo, entender as necessidades do organismo e contar com orientação adequada quando necessário são passos importantes para construir uma relação mais equilibrada com a alimentação e com a saúde.
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