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Adesivo para espinha funciona? Médico explica quando ele realmente ajuda

Material já era utilizado no tratamento de feridas antes de ganhar novas versões voltadas ao combate da acne.

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Foto/Divulgação Vanity Brasil

Os adesivos de hidrocoloide, popularmente conhecidos como adesivos para espinhas, ganharam grande popularidade nos últimos anos, com diferentes formatos e cores. No entanto, essa tecnologia não é nova: os hidrocoloides já eram utilizados há décadas no tratamento de feridas e cicatrizes antes de serem incorporados aos cuidados com a acne.

Segundo o médico Dr. Renan Brites Sanches, o adesivo atua em duas frentes: impede que o paciente manipule a lesão, reduzindo o risco de aumentar a inflamação, e absorve o excesso de secreção das espinhas superficiais, favorecendo sua cicatrização. “Os hidrocoloides possuem partículas absorventes e são utilizados em curativos para o tratamento de feridas. Na acne, eles ajudam principalmente nas lesões com pus ou que já romperam espontaneamente”, explica.


O médico ressalta que os adesivos apresentam melhor resultado em espinhas superficiais e não substituem o tratamento de lesões profundas, como nódulos e cistos, nem são eficazes para cravos.

A recomendação é que o adesivo seja trocado entre 24 e 48 horas. Caso fique saturado pela secreção, comece a descolar ou perca a aderência, a troca deve ser feita antes. Também é importante verificar se o produto é realmente composto por hidrocoloide, já que adesivos comuns não oferecem os mesmos benefícios.


O médico orienta priorizar produtos adquiridos em farmácias e estabelecimentos de confiança. “Produtos sem controle de qualidade podem não oferecer a esterilidade e a segurança esperadas, aumentando o risco de irritação da pele e, mais raramente, de infecção”, alerta.

Embora seja um aliado no cuidado pontual de algumas espinhas, o adesivo de hidrocoloide não substitui o tratamento da acne. Segundo o especialista, o controle da doença continua sendo baseado principalmente nos retinoides tópicos, como a tretinoína e o adapaleno, no peróxido de benzoíla e, quando indicado pelo dermatologista, na associação com antibióticos tópicos. Além disso, sabonetes específicos para pele acneica e o uso diário de protetor solar adequado ajudam no controle da oleosidade e na prevenção de manchas.

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