Análise: da mesma forma que a IA fomenta a economia, em pouco tempo ela pode destruí-la
Inteligência artificial pode afetar cerca de 40% dos empregos no mundo, segundo o FMI
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Os avanços na inteligência artificial alteram o mercado de trabalho agora e no futuro próximo. Uma análise do FMI (Fundo Monetário Internacional) conclui que cerca de 40% dos empregos no mundo podem ser afetados pela tecnologia. “O alerta do FMI vem em boa hora, porque, da mesma forma que hoje a IA fomenta a economia, em pouco tempo ela pode destruí-la”, alertou o advogado especialista em direito digital Luiz Augusto D’Urso.

O profissional defende que seja criada uma legislação que obrigue as empresas a manterem parte do corpo de colaboradores formada por seres humanos, uma medida que evitaria possíveis crises no ciclo econômico. Isso se dá pelo fato de que, sem renda para ser produzida, impostos não seriam recolhidos. “Quem vai pagar essa conta?”, questionou o especialista durante o Conexão Record News desta quinta (15).
A preocupação de D’Urso se mostra à medida que uma fábrica operada inteiramente por robôs deixa de ser ficção e passa a tornar-se realidade no Brasil e no mundo. As dificuldades aparecem logo nos primeiros degraus da escada corporativa. “O estagiário hoje está com dificuldade enorme em encontrar uma função e uma vaga. Porque [...] a IA vem para auxiliar a atividade profissional e substituir aquelas, digamos, mais simples”.
Impactos ainda devem ser sentidos na educação, de acordo com as previsões de D’Urso, que também é professor e compartilhou uma das frustrações que nota na área: “Se a gente olhar para os jovens, nós estamos vendo [...] uma diminuição realmente de intelecto, porque as pessoas, até pouco tempo, tinham que trabalhar, desenvolver, estudar. Agora vem tudo prático, rápido e mastigado com a tecnologia.
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Com tantos riscos potenciais que a inteligência artificial apresenta, presume-se que uma regulamentação global da ferramenta pudesse ajudar na prevenção de futuros problemas. O advogado, contudo, não tem perspectivas animadoras quanto às chances de tal ideia ser posta em prática. “Imagina uma lei que satisfaça todas as políticas mundiais, a geopolítica e todos esses governos? [..] Eu acho improvável, se não impossível, uma diretriz mundial”.
Em vista dos desafios, o advogado fez um pedido ao público e à humanidade em geral na maneira de se lidar com um dos maiores avanços tecnológicos da história: “Se nós não enfrentarmos a questão da inteligência artificial com a seriedade que o tema merece, nós estamos correndo sérios riscos para a sociedade em breve enfrentar”.
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