Análise: Project Maven levanta questões éticas ao utilizar IA em guerra no Oriente Médio
Especialista sugere que o uso da inteligência artificial em guerras deve ser regulado, semelhante à discussão sobre armas nucleares
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Soldados-robôs podem ainda não existir, mas o Project Maven efetivamente une a tecnologia da inteligência artificial aos conflitos humanos. A ferramenta tem sido utilizada pelo Exército dos Estados Unidos ao analisar dados com imagens de satélites e drones e identificar alvos iranianos para possíveis bombardeios.
Em poucos minutos, um trabalho que levaria horas é realizado com efetividade; contudo, questões foram levantadas. “Três mil funcionários do Google, inclusive, assinaram um documento que dizia que linhas éticas e morais estavam sendo cruzadas. [...] A Google desistiu desse projeto e quem assumiu foi uma outra empresa de tecnologia, chamada Palantir”, afirmou o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja.

Durante uma entrevista concedida ao Conexão Record News desta terça (7), o profissional lembrou do caso da Anthropic, que recentemente cortou os laços com o Ministério da Defesa dos EUA após descobrir que a própria tecnologia estava sendo utilizada em ataques militares. Mesmo com vidas humanas em risco, Igreja reconhece que algumas empresas enxergam oportunidades para obter lucro.
“Tristemente, ao longo da história, nós temos essa sinergia entre evolução tecnológica e sua aplicação em guerras. [...] A IA, que ganhou muita força de 2022 para cá, de fato, se tornou um diferencial. [...] É triste comentar isso e tudo que estamos presenciando, mas tem tudo a ver com tecnologia”, lamentou o especialista.
O profissional enxerga um futuro em que o uso de tais tecnologias precisaria ser regularizado e até mesmo considerado armas de guerra: “Poderia passar por uma ampla discussão, assim como aconteceu com as armas nucleares. [...] Mesmo na guerra, limites foram traçados”.
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