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As empresas mais valiosas do mundo seguem caminhos opostos na corrida da IA

Gigantes da tecnologia apostam em modelos distintos, enquanto investidores avaliam quem lucrará mais

Tecnologia e Ciência|Lisa Eadicicco, da CNN Interncional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Apple e Nvidia seguem estratégias distintas na corrida pela inteligência artificial, com a Apple focando em dispositivos e a Nvidia em chips e data centers.
  • A Nvidia atingiu um valor de mercado de US$ 5 trilhões, mas a Apple recentemente retomou o posto de empresa mais valiosa do mundo.
  • O sucesso da Apple é sustentado pelas vendas do iPhone, enquanto a Nvidia se beneficia do crescimento dos data centers de IA.
  • Analistas discutem se a Apple irá adaptar seus produtos para a era da IA, enquanto enfrenta desafios como o aumento dos custos de memória.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nvidia, de Jensen Huang, viu valor de mercado disparar com demanda por chips usados em data centers Reprodução/ Record News - 16.07.2025

O que vale mais: uma empresa que está ficando de fora da megacorrida de investimentos em inteligência artificial das gigantes de tecnologia ou uma companhia que está impulsionando essa corrida?

A Apple fabrica os celulares e computadores que bilhões de pessoas usam para acessar chatbots e agentes de IA. No entanto, a empresa tem sido acusada de ficar para trás nessa área, e seu principal negócio pode oferecer menos oportunidades de crescimento do que uma tecnologia que avança rapidamente.


Já a Nvidia produz os chips e ferramentas de desenvolvimento que alimentam a inteligência artificial. Ela é essencial para o futuro da tecnologia, mas também está mais exposta às incertezas que a acompanham.

A Nvidia se tornou a primeira empresa a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado em outubro, apenas alguns meses após alcançar os US$ 4 trilhões em julho do ano passado.


Mas, neste mês, a Apple voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, ultrapassando a fabricante de chips.

Determinar qual delas vale mais pode depender do estágio em que a inteligência artificial se encontra como tecnologia, segundo Joe Tigay, gestor do fundo Rational Equity Armor Fund, focado em retorno total sobre investimento.


“Quando estamos na fase de criação da IA, é a Nvidia que deve estar no radar”, afirmou. No futuro, porém, “vamos procurar as empresas que conseguirão monetizar o consumo da inteligência artificial. E a Apple certamente quer ser essa empresa”.

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A vantagem do iPhone

Diferentemente de muitas concorrentes do setor, a Apple não está investindo bilhões na construção de novos data centers. Em vez disso, sua receita continua fortemente baseada nas vendas do iPhone, um negócio estável e previsível que agrada investidores.


A receita do iPhone cresceu 22% no trimestre mais recente em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita total da empresa avançou 16% na mesma comparação e superou as expectativas de Wall Street.

Ainda assim, analistas questionam se a companhia pretende reformular seus produtos de maior sucesso para a era da IA ou criar novos dispositivos. A Apple enfrentou atrasos em iniciativas como a versão baseada em inteligência artificial da assistente Siri, prevista para ser lançada neste outono no Hemisfério Norte.

Por enquanto, o sucesso do iPhone tem reduzido parte dessas preocupações, especialmente porque a empresa pode recorrer a parcerias com companhias como o Google para utilizar modelos de IA desenvolvidos por terceiros.

“A razão para a Apple ter tido um desempenho tão bom é que as pessoas finalmente reconheceram que ela não precisa gastar centenas de bilhões de dólares para continuar relevante nesse mercado”, disse Anurag Rana, analista da Bloomberg Intelligence. “Ela vai usar o melhor modelo de IA disponível, e para qualquer empresa de IA seria um privilégio estar presente no iPhone.”

Mas a inteligência artificial também afeta a companhia de outra forma: pela escassez de memória causada pela expansão dos data centers voltados para IA.

A Apple já aumentou os preços de Macs, iPads e outros produtos, e alguns analistas acreditam que os iPhones podem ser os próximos. Recentemente, a empresa lançou um programa de assinatura para iPhones, iPads, Apple Watches e Macs, permitindo que clientes aluguem os dispositivos em vez de comprá-los, o que pode torná-los mais acessíveis.

A companhia afirmou esperar custos ainda maiores com memória no trimestre encerrado em setembro. As ações da Apple caíram mais de 6% após o fechamento do mercado na quinta-feira, depois da divulgação do balanço.

“Aumentamos os preços com relutância”, disse o CEO Tim Cook em sua última teleconferência de resultados como executivo-chefe da empresa. “Estamos enfrentando o que eu classificaria como uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos no mercado de memória, com aumentos exponenciais nos preços.”

O símbolo do boom da IA

Os chips da Nvidia são fundamentais para os data centers que sustentam a inteligência artificial e ajudaram a impulsionar os negócios da empresa a níveis extraordinários.

No balanço mais recente, divulgado em maio, a companhia registrou receita recorde, com alta de 20% em relação ao trimestre anterior e de 85% na comparação anual.

Além disso, a Nvidia detém 81% da receita de mercado de chips para data centers, segundo a International Data Corporation (IDC), informou a CNN no início deste ano.

Mas esse sucesso criou expectativas altíssimas. Investidores e analistas agora exigem crescimento explosivo a cada trimestre. E a capacidade de atender a essas expectativas no longo prazo depende, em grande parte, de as gigantes de tecnologia continuarem investindo pesadamente em data centers.

Também cresceram as preocupações de que empresas de IA estariam sustentando umas às outras por meio de uma complexa rede de investimentos, tendo a Nvidia no centro desse sistema. A fabricante aplicou bilhões de dólares em empresas como OpenAI e Anthropic, que, por sua vez, se comprometeram a comprar seus chips.

As vendas de semicondutores transformaram a Nvidia na principal beneficiária do boom da inteligência artificial. Mas os consumidores ainda precisam de smartphones e laptops para acessar esses serviços de IA, dispositivos que empresas como a Apple fornecem.

“A Nvidia vende potência”, resumiu Joe Tigay, do Rational Equity Armor Fund. “A Apple vende o volante.”

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