Brasileiros têm medo de espionagem de internet e celulares por governos
Brasil e Alemanha são os mais insatisfeitos com o caso Snowden, segundo Anistia Internacional
Tecnologia e Ciência|Do R7

Os brasileiros acreditam que seus dados não devem ser interceptados, armazenados ou analisados de qualquer forma por governos, sejam eles estrangeiros ou não. Um estudo da Anistia Internacional aponta que 65% dos brasileiros são contra a vigilância da internet e de celulares. A informação é resultado de uma pesquisa sobre vigilância e privacidade na internet que será divulgada pela organização nesta quarta-feira (18).
Realizado após entrevistas com mais de 15 mil pessoas em 13 países diferentes, incluindo o Brasil, o levantamento também aponta que Brasil e Alemanha são os países com mais internautas insatisfeitos com a espionagem praticada pelos Estados Unidos. A pesquisa foi conduzida pelo YouGov a pedido da organização.
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O diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque, afirma que todo internauta corre o risco de ser espionado por seu governo e também pelo governo de outros países.
— Todo mundo que usa a internet hoje corre o risco de ter suas comunicações monitoradas pelo governo de seu país e, em alguns casos, por governos estrangeiros. A Lei Internacional de Direitos Humanos protege o direito à privacidade e liberdade de expressão e os governos têm o dever legal de proteger estes direitos. Uma sociedade que respeita a liberdade e o Estado de Direito deve respeitar a privacidade.
Brasileiros e alemães foram os mais insatisfeitos com o escândalo de monitoramento de dados revelado por Edward Snowden em julho de 2013. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados acreditam que os americanos não devem espionar ou fazer qualquer uso dos seus dados de internet. Alemães (69%), espanhóis (67%) e brasileiros (65%) também são os que mais se opõem à vigilância em massa por seus próprios governos.
O caso Snowden
O ex-colaborador divulgou documentos comprovando que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) foi autorizada a acompanhar os telefones e a utilização da internet em 193 países ao redor do mundo, coletando 5 bilhões de registros de localização do telefone móvel por dia e 42 bilhões de registros de internet por mês - incluindo e-mail e histórico de navegação.
O vazamento colocou a Aliança dos Cinco Olhos – composta por cinco países: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – no centro da discussão global sobre quais são os limites da vigilância em massa.















