‘Namoros’ com IA evidenciam como a interação humana está degradada, diz especialista
China proibiu esse tipo de ferramenta pelo risco de dependência emocional e vício; entenda
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A paixão pode virar a vida de cabeça para baixo, mas e quando o amor é nutrido por alguém que não existe? Dentro desse cenário, aplicativos de relacionamento que usam inteligência artificial se tornam uma “tendência problema” em países como a China.
O governo chinês proibiu aplicativos que trabalhassem dessa forma por riscos de dependência emocional e vício, resultando na suspensão do funcionamento da ferramenta por duas grandes empresas tecnológicas.
Durante o Conexão Record News, o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja argumentou que muitas pessoas vão só agora descobrir que seus correspondentes de flertes são, na verdade, avatares criados pela tecnologia. Igreja apontou que elas se apaixonaram por uma inteligência artificial que conseguiu evoluir das mensagens de texto para vídeochamadas e fotos.
“Em tempos em que as pessoas estão mais solitárias, onde temos uma série de desafios relacionados à saúde mental, é esse tipo de coisa que começa a despertar e a pessoa fala: ‘Poxa, eu estou sendo tratado com mais simpatia e empatia por parte dessa ferramenta do que eu encontro à minha volta’. Esse tipo de coisa evidencia o quanto a interação entre os humanos está degradada”, ressaltou o especialista.
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