Entenda como aconteceu o maior roubo de criptomoedas da história
Ataque hacker desviou mais de R$ 34 bilhões da corretora Binance em apenas 20 minutos
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões, na cotação atual) em criptomoedas da corretora Binance. O caso apresentou semelhanças com ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, de acordo com empresas americanas de análises de blockchain. O ataque aconteceu nesta quinta-feira (29) e durou cerca de 20 minutos.
Em entrevista ao programa Link Record News, Gustavo Torrente, professor de novas tecnologias da FIAP, afirma que esse é “o maior roubo de até então de criptomoedas a uma corretora do mundo” e complementa: “O mais interessante desse golpe não é só o valor, que já é quatro vezes maior que o último ataque que tivemos no ano passado [...], mas sim a forma como ele aconteceu; não foi quebra de criptografia [...], o bandido não arrombou o cofre. Ele conseguiu fazer uma transferência por uma outra camada, um ataque muito semelhante ao que aconteceu no ano passado, que as autoridades designaram à Coreia do Norte.”
Efetuada a ação, agora as atenções se voltam para os responsáveis e para a possibilidade de recuperar essa quantia. “40% de todo esse dinheiro está bloqueado em uma rede chamada USDT, que é uma rede de uma stablecoin chamada Tether, e essa rede ainda não se sabe se vai descongelar, se vai voltar para a mão do golpista ou se vai voltar para a carteira da Binance”, explica o professor, que acrescenta: “Mais do que a metade desses 6 bilhões já foram pulverizados em diversas outras carteiras.”
O professor indica que uma das possibilidades para o sucesso do ataque é o uso de IAs: “Com o avanço da inteligência artificial, nós estamos descobrindo novas vulnerabilidades. A mesma ferramenta que nós temos acesso os cibercriminosos também têm, e a velocidade de novos golpes está acontecendo hoje de uma maneira nunca antes vista.”
Segundo Torrente, existe a suspeita de envolvimento de um funcionário da corretora. “Foi divulgado que [houve] um acesso indevido ao notebook de um colaborador que tinha acesso a essas assinaturas, que, por sua vez, são responsáveis por essas transações, ou seja, o ataque não foi chave, o ataque foi direto em pessoas e processos, um padrão muito parecido com o ataque do ano passado na corretora Bybit.”
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