Espécie de rã possui aspecto de fezes, quando filhote, para afastar predadores
Pesquisadores da Universidade de Viena descobriram que o padrão cutâneo dos indivíduos jovens é menos visível para as aves
Tecnologia e Ciência|Do R7
Quando filhotes, as rãs-voadoras-de-wallace (Rhacophorus nigropalmatus) possuem uma coloração marrom-avermelhada, com manchas brancas. Já ao chegarem à fase adulta adquirem uma cor verde brilhante. No entanto, o primeiro padrão cutâneo citado seria uma forma de imitar as fezes dos animais que habitam as florestas tropicais do sudeste asiático, onde a espécie em questão é encontrada. Dessa forma, os pequenos anfíbios manteriam possíveis predadores afastados.
Recentemente, a hipótese foi testada por pesquisadores liderados pela bióloga Susanne Stückler, da Universidade de Viena. Os resultados foram publicados na revista Behavioral Ecology and Sociobiology (Ecologia Comportamental e Sociobiologia, em tradução literal). A equipe elaborou uma série de modelos de rãs e, em seguida, a distribuiu pela mata. Com isso, foi constatado que os protótipos avermelhados eram menos atacados por aves locais do que os esverdeados.
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"Mostramos que o padrão de cor incomum dos jovens — vermelho brilhante com pequenas manchas brancas — provavelmente funciona como uma máscara de excrementos de animais", diz trecho do estudo, conforme reportado pelo tabloide britânico Daily Star.
Para os acadêmicos envolvidos no estudo, "as manchas brancas, que podem ser associadas a fezes de animais, atuam como a principal característica visual que transforma um indivíduo altamente visível em um indivíduo surpreendentemente camuflado".

Sendo assim, "essa seria a primeira exploração experimental de um vertebrado disfarçado de excremento de animal", escreveram. "Quando as rãs envelhecem, observou a equipe, o mimetismo fecal é eliminado à medida que elas passam para uma cor verde-esmeralda para combinar com o fundo, com a folhagem no alto da copa da floresta", concluíram.
Essa troca pictórica de uma fase à outra do processo de desenvolvimento é conhecida como mudança ontogênica.
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A rã-touro, originária da América do Norte, é um problema sério para as autoridades ambientais da Alemanha. Isso porque o anfíbio, que chega a 20 cm de comprimento, tem uma grande população nos lagos do país, especialmente na região da Renânia, no oeste do pís, perto de Stuttgart e Frankfurt























