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Google lucra com aplicativos utilizados para espionar mulheres

Mais de 3 mil app disponibilizados para download na Play Store são usados por homens para vigiar suas companheiras de forma ilegal

Tecnologia e Ciência|Pablo Marques, do R7

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Aplicativos disponibilizados no Play Store são usados para espionar mulheres
Aplicativos disponibilizados no Play Store são usados para espionar mulheres

O Google estaria ganhando dinheiro com aplicativos utilizados ilegalmente por homens para espionar o comportamento de namoradas e mulheres. As informações foram publicadas pelo jornal britânico The Times.

Estima-se que mais de 3.000 aplicativos disponíveis para smartphones Android coletam registros de localização, mensagens trocadas e históricos de chamadas. Em alguns casos, os programas conseguem acessar até o microfone e a câmera do aparelho.


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O Google recebe uma parcela do valor da assinatura desses apps disponibilizados na Play Store. Os usuários pagam uma taxa mensal de 30 libras, cerca de R$ 150, e o buscador recebe de 15% a 30% desse preço.

No Reino Unido, mais de 10 mil mulheres são vítimas desses aplicativos a cada ano. Os apps costumam ser instalados por seus companheiros sem consentimento.


A instituição de apoio às mulheres vítimas de perseguição Suzy Lamplugh Trust recebeu mais de 3.000 ligações denunciando relações abusivas no ano passado. Desse total, cerca de 1,6% relataram ter sido vítima de aplicativos espiões instalados no smartphone.

As mulheres que utilizam iPhone também estão vulneráveis. Mais de 500 aplicativos da App Store também foram desenvolvidos com o objetivo vigiar alguém secretamente.


O uso de aplicativos espiões com a finalidade de garantir a segurança dos filhos ou para tentar recuperar um celular roubado não é crime. Porém, instalar o programa sem autorização com a intenção de rastrear o comportamento de alguém é ilegal.

Um porta-voz do Google disse ao jornal britânico que a empresa está colaborando com as pesquisas sobre esse assunto e que remove aplicativos e anúncios que violam suas políticas de produtos.

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