Nova IA da Anthropic seria tão avançada que deixou empresa em alerta. Cautela ou marketing?
Mythos seria capaz de invadir remotamente sistemas e ferramentas de busca; João Victor Archegas analisa
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Os avanços da inteligência artificial preocupam a humanidade e, até mesmo, as próprias empresas desenvolvedoras. O Mythos, mais novo modelo da Anthropic, por exemplo, incentivou alertas da companhia, a qual afirmou que o projeto identificou vulnerabilidades graves nos principais sistemas operacionais e navegadores da internet. A dúvida que fica é: seria uma nova caixa de Pandora ou apenas estratégia de marketing?
O coordenador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, João Victor Archegas, afirma que, ao levar em consideração os comunicados da Anthropic, um usuário do programa poderia, em tese, “entrar em um sistema operacional, ler o código e identificar a vulnerabilidade. [...] e, com isso, causar danos à infraestrutura digital. [...] Foi justamente isso que fez os engenheiros ficarem de cabelo em pé”.

Apesar de a possibilidade apresentar um risco à cibersegurança, o especialista tranquiliza os espectadores do Hora News desta sexta (10) e lembra que os anúncios da desenvolvedora lembram muito os que a OpenAI fez antes de lançar o ChatGPT ao público. “Isso fez com que o entusiasmo em torno do Chat GPT aumentasse muito naquela época, [..] e tornasse o produto no sucesso que é até hoje”.
Victor reconhece, entretanto, o risco real que a maior autonomia da IA representa. “Hoje a gente vê uma IA capaz de tomar ações e pensar estrategicamente [...] sem ou com pouca interferência humana”. Ele deduz que o atraso na liberação do Mythos ao público é uma maneira de a Anthropic se reunir com empresas que poderiam ser afetadas, como Apple e IBM, para aprimorar a cibersegurança delas.
“Então, quando a Anthropic vem com esse discurso, isso reflete de certa maneira o DNA da empresa de tratar esses riscos de uma forma muito séria e encontrar soluções antes que o produto seja disponibilizado para o mercado”, avalia o coordenador, ao lembrar também que a empresa foi fundada por ex-funcionários da OpenAI que visavam por uma conduta de trabalho mais ética e acadêmica.
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O especialista chama atenção, entretanto, para o fato de que ainda não foi definido se a desenvolvedora irá impor barreiras no sistema ou se simplesmente cobrarão um prazo para que as outras empresas se adequem às mudanças. Ele supõe que ambas as estratégias sejam empregadas e que, no fim, haja uma revolução na cibersegurança.
Victor conclui que, assim como no famoso mito grego, o problema não é a caixa, mas sim o que a humanidade faz com ela: “Se isso cair nas mãos de agentes mal-intencionados, [...] poderia extorquir pessoas, exigindo pagamentos para a liberação de arquivos ou o funcionamento normal de um terminal crítico”.
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