Novos recursos fazem câmeras de smartphones parecerem profissionais
Apesar dos novos recursos, câmeras dos aparelhos ainda têm limitações
Tecnologia e Ciência|Do R7*

Os smartphones têm despertado em muitos o gosto pela fotografia e tem conquistado até alguns profissionais. Inspirados por redes sociais como Facebook e Instagram e pelas câmeras mais “elaboradas” de alguns modelos top de linha, usuários querem fotos cada vez mais profissionais.
Apesar de não abrir mão do equipamento fotográfico profissional quando vai cobrir eventos como casamentos e festas, o fotógrafo e designer Renner Boldrino diz que a câmera do smartphone é a que ele mais usa no dia a dia.
— Gosto de pensar que a melhor câmera é aquela que tenho comigo quando preciso dela.
A fotógrafa Fernanda Eggers, uma entusiasta da fotografia com smartphone, disse que é difícil pensar em situações em que não usa seu Moto G para fotografar. Ela usa o aparelho para registrar cenas do dia a dia, viagens, encontros com os amigos e até para algumas situações de trabalho como fotografar reuniões importantes ou fazer um instantâneo de um ensaio fotográfico e criar conteúdo para blogs.
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Ela também usa o celular para fazer fotografias abstratas, registrar o clima e clicar em lugares em que uma câmera profissional chamaria muita atenção.
— Hoje a qualidade das imagens produzidas por smartphones é tão alta que uma foto pode ir direto do celular para a impressão, dependendo do aparelho.

Quase lá
Os smartphones atuais vêm com recursos antes disponíveis apenas para fotógrafos profissionais como HDR e foco manual. Boldrino destaca que é possível criar imagens belíssimas de paisagens, pois as câmeras dos aparelhos costumam ter o ângulo muito aberto.
— Até mesmo em fotos noturnas, que costumam apresentar bastante dificuldade, os celulares estão se saindo cada vez melhor. Os aparelhos, entretanto, esbarram em questões como foco, zoom e flash. Justamente por terem ângulo aberto, é difícil isolar um elemento com o foco como é feito em uma câmera profissional. Por isso, aparelhos com a opção de “foco manual” costumam se sair melhor.
Os fotógrafos lembram que é importante aceitar algumas limitações da câmera do smartphone e ter criatividade para contorná-las.
— Já sabemos que o smartphone não é a melhor opção para fotografar em ambientes com pouca luz, então é interessante buscar uma iluminação legal, seja ela natural ou artificial. O flash da maior parte dos celulares é bem ruim.
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Curso
A febre de fotos no smartphone já inspirou até a criação de cursos. Um deles foi ministrado durante as férias de verão na Ufal (Universidade Federal de Alagoas) pelo fotógrafo Renner Boldrino.
— A ideia era de ensinar noções elementares de fotografia como composição, regra dos terços, planos e outras coisas básicas aliadas ao uso do celular.
As aulas foram inspiradas pelo projeto “A Ufal dos meus olhos”, uma página no Facebook que recebe diariamente fotos do campus tiradas com smartphones por alunos, visitantes e funcionários da Universidade.
*Colaborou Amanda Martins, estagiária do R7
















