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Reino Unido estuda vetar a rede da Huawei do Palácio de Westminster

Vários países ocidentais mostraram restrições em relação à expansão da empresa de tecnologia chinesa na criação do 5G

Tecnologia e Ciência|EFE

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Empresa chinesa pode ser vetada do Reino Unido
Empresa chinesa pode ser vetada do Reino Unido

A agência de serviço secreto britânico, Government Communications Headquarters (GCHQ), estuda vetar a "defeituosa" rede móvel do gigante chinês Huawei de locais sensíveis do Reino Unido, como o Palácio de Westminster, informou nesta segunda-feira (08) a "BBC".

A emissora citou o diretor técnico responsável pela cibersegurança nacional, Ian Levy, que afirmou que a companhia "não deu nenhuma confiança" de que irá cumprir o programa de transformação que pretende implementar.


Nos últimos meses, vários países ocidentais mostraram reservas em relação à expansão da Huawei e à sua sensível participação na criação das redes mundiais de telecomunicações 5G.

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No mês passado, a Huawei processou o governo dos Estados Unidos depois que o mesmo proibiu que as agências governamentais do país utilizassem seus equipamentos por, supostamente, espionar cidadãos através de seus smartphones.


Está previsto que em maio o Executivo britânico revele se irá restringir o acesso da marca asiática à rede 5G e inclusive proibi-lo, pelo menos em locais relevantes, como o Parlamento.

Em março, o GCHQ realizou uma inspeção de segurança da Huawei e concluiu que "é difícil gerenciar o risco" de seus futuros produtos até que os defeitos de cibersegurança sejam solucionados.


"A segurança da Huawei é como nenhuma outra; a engenharia é como a do ano 2000, é muito, muito deficiente", disse hoje Levy.

Por sua vez, a Mobile UK, grupo que representa a Vodafone, BT e Three, alertou que prevenir a participação da Huawei na implantação das redes 5G pode custar à economia britânica 8,78 bilhões de dólares, cerca de R$ 34 bilhões, e atrasar o lançamento da tecnologia em até dois anos.

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