Cidades

12/12/2012 às 18h31 (Atualizado em 13/12/2012 às 09h26)

Anestesista não descarta uso de drogas de modelo que morreu em cirurgia

Médica foi ouvida pela polícia na tarde desta quarta-feira, em Goiânia

Fernando Mellis, do R7

A médica anestesista Beatriz Vieira Espíndola disse em depoimento à polícia na tarde desta quarta-feira (12) que acredita em três possíveis motivos para morte da modelo Louanna Adrielle Castro Silva, de 24 anos, durante uma cirurgia plástica, em Goiânia, no dia 1º deste mês. Ela disse que o uso de drogas poderia ser uma das causas das complicações durante a cirurgia.

Segundo a delegada Mirian Borges, que investiga o caso, Beatriz disse que alterações nos batimentos cardíacos e as paradas cardiorrespiratórias em pessoas da idade da modelo podem ser por três motivos.

— Ela negou qualquer negligência e disse não conseguir entender o que houve. E ainda disse que isso pode ter acontecido se a paciente tivesse doença pré-existente desconhecida, ou se fizesse uso de substâncias entorpecentes, ou ainda uma fatalidade.

Louanna foi internada no começo de novembro para uma cirurgia plástica com o médico Rogério Morale, que prestou depoimento no dia 7. Beatriz e Rogério negaram que a paciente precisasse de uma avaliação cardiológica. A médica ainda disse que questionou a modelo sobre diversas questões antes da cirurgia.

— A médica disse que antes da cirurgia foi até o apartamento onde a Louanna estava e conversou com a paciente. Ela [Louanna] disse que não fumava, não bebia, não usava drogas, nem fazia uso de medicamentos e negou todas as outras perguntas.

Segundo Beatriz relatou à polícia, os exames clínicos feitos antes da cirurgia também não apresentaram qualquer motivo que pudesse suspender o procedimento. Ela disse que, como anestesista, se observasse isso, pediria que a plástica não fosse feita.

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Durante a cirurgia, já com os implantes, Louanna teve uma queda nos batimentos cardíacos. Após ser medicada, a pressão arterial da modelo subiu. Beatriz pediu ao cirurgião plástico que interrompesse o procedimento e aplicou uma anestesia geral na paciente. Poucos minutos depois ela teve a primeira parada cardiorrespiratória.

Os médicos estabilizaram a modelo durante cerca de 90 minutos. O cirurgião retirou as próteses e foi solicitada uma ambulância para transferir Louanna do Hospital Buriti para o Hospital Monte Sinai, que tem UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Duas horas após a primeira parada, a modelo teve mais uma.

Ela deu entrada por volta de 12h no Hospital Monte Sinai em estado grave. Na unidade ela teve uma terceira parada cardiorrespiratória e não resistiu. Os médicos conversaram com uma amiga da modelo que estava na unidade que relatou que a jovem usaria drogas.

A delegada Miriam Borges espera colher o depoimento dessa amiga ainda esta semana. Outros quatro médicos também devem prestar esclarecimentos nas próximas semanas, um deles é o que a recebeu na UT e fez um documento relatando o uso de entorpecentes. Mas ela aguarda os exames do IML (Instituto Médico Legal) para saber exatamente o que aconteceu com Louanna.

— Eu ainda aguardo o resultado dos laudos, que vão ser conclusivos. O cadavérico, que vai apontar se ela tinha alguma doença pré-existente, e o toxicológico que vai revelar se houve uso de substância entorpecente. Isso vai ser somado aos depoimentos. 

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