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Cidades

29/1/2013 às 18h57 (Atualizado em 29/1/2013 às 20h42)



Delegado não descarta pagamento de propina para
funcionamento da boate Kiss com irregularidades

Segundo chefe das investigações, policiais que tiveram acesso à casa detectaram diversos problemas

Paulo Robertos Tavares, especial para o R7 em Santa Maria

Delegado afirmou que as investigações vão procurar saber como uma boate com tantas irregularidades aparentes poderia estar funcionando AP

O delegado Marcelo Arigony, que atua na investigação do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), afirmou que pela quantidade de irregularidades que policiais encontraram no local, somadas às provas testemunhais, trabalha com diversas possibilidades relativas ao funcionamento da casa, inclusive com o pagamento de propina a órgãos fiscalizadores.

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (29), Arigony afirmou que as investigações vão procurar saber como uma boate com tantas irregularidades aparentes poderia estar em funcionamento.

Arigony declarou que os policiais que tiveram acesso à casa detectaram uma série de irregularidades no local. Segundo o Corpo de Bombeiros de Santa Maria, a casa noturna estava autorizada a receber até 691 pessoas. Na madrugada de sábado para domingo, quando aconteceu o incêndio, no entanto, contava com quase mil.

O delegado informou ainda que existem indícios de que os extintores de incêndio da casa, que não funcionaram, podem ser falsificados. Arigony afirmou, no entanto, que a informação será avaliada pela perícia.

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Outro indício de irregularidade, informou o delegado, se refere ao material isolante utilizado como possível isolamento acústico. A investigação detectou, ainda de maneira inicial, que a espuma não seria a adequada para a casa – ela serve apenas para abafar eco, e não para isolamento acústico. E quando queimada, ela elimina gás tóxico.

Arigony avisou que encaminhou, na manhã desta terça-feira (29), dez ofícios solicitando documentos à Prefeitura de Santa Maria, ao Corpo de Bombeiros e à Brigada Militar relativos ao funcionamento da casa, como alvarás de funcionamento, alvará de prevenção contra incêndios e outros.

Ele vai pedir também a reconstituição do ocorrido na noite do dia 27 e avisou ainda que a boate ficará trancada por pelo menos 30 dias para as investigações.

O R7 tentou contato com o advogado de um dos sócios da boate, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 231 mortos e mais de cem feridos. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos. Prisões

Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.

Na tarde de segunda-feira, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

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