Cidades

31/5/2013 às 12h16 (Atualizado em 31/5/2013 às 13h20)

Famílias de vítimas da boate Kiss vão a CPI e prometem novos protestos

Houve confusão antes da sessão, mas Câmara não especificou o que aconteceu

Agência Estado

Tragédia deixou 242 pessoas mortas em 27 de janeiro AP

Familiares e amigos das 242 pessoas mortas no incêndio na boate Kiss, em janeiro deste ano, participam, nesta sexta-feira (31), da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara de Vereadores de Santa Maria. Estão previstos o depoimento do ex-secretário de Mobilidade Urbana, Sergio Medeiros, e de outros três fiscais da cidade. A CPI investiga possíveis irregularidades do poder público que possam ter provocado a tragédia.

Antes do início da sessão, houve confusão entre os familiares e uma funcionária da Câmara. Em nota, a Casa não especificou o ocorrido, mas lamentou o caso e disse se tratar "de uma de uma situação isolada, em que a postura de uma servidora não representa o posicionamento deste Poder Legislativo". A Câmara de vereadores disse ainda que vai analisar as imagens de segurança e aplicar as providências necessárias.

Na quarta-feira (29), a Justiça do Rio Grande do Sul liberou os quatro acusados pelo incêndio. Os dois sócios da boate (Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann) e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira (Marcelo dos Santos e Luciano Augusto Leão) estavam presos desde o dia seguinte à tragédia. Eles tiveram os passaportes confiscados e a liberdade provisória decretada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Nessa quinta-feira, centenas de parentes e amigos das vítimas saíram às ruas de Santa Maria e ao Parque Farroupilha, em Porto Alegre, para protestar contra a decisão judicial. Eles pretendem fazer uma nova manifestação nesta sexta, logo após os depoimentos da CPI. Duas jovens que estavam na boate na madrugada do dia 27 de janeiro seguem internadas.

A nossa esperança foi por água abaixo, diz pai de vítima de incêndio na boate Kiss, após soltura de acusados

O promotor de Justiça de Santa Maria, Joel Dutra, informou que o Ministério Público deve recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar fazer com que os quatro acusados do incêndio na boate Kiss voltem à prisão. Ele teme que os réus fujam para o exterior e afirmou que, quando foram presos após o incêndio, os músicos da banda Gurizada Fandangueira já haviam deixado Santa Maria. A partir de agora, cabe à promotora de Justiça Angela Rotunno, que representa o MP junto ao TJ, encaminhar o recurso.

ncêndio

O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro.

O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que ao ser lançado atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.

A casa noturna estava cheia na hora que o fogo começou. Cerca de mil pessoas estariam no local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.

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