Banco Central poderá ajudar setores, caso seja necessário, diz Tombini
Presidente do BC afirma que Brasil está preparado para enfrentar a instabilidade dos mercados
Economia|Do R7, com Reuters
O BC (Banco Central) poderá oferecer apoio financeiro a diversos segmentos do mercado, caso seja necessário, pois conta com um "colchão" superior a R$ 882,49 bi (U$$ 370 bi), segundo o presidente da instituição, Alexandre Tombini. A afirmação referiu-se às reservas internacionais do País, que foram ampliadas em quase R$ 214,66 bi (U$$ 90 bi) nos últimos dois anos.
— Esse colchão permite ao BC (Banco Central), nesse período de transição, marcado por níveis mais elevados de volatilidade e pelo aumento da aversão ao risco, ofertar proteção (hedge) aos agentes econômicos e, se necessário, liquidez aos diversos segmentos do mercado.
Com colheita recorde, Brasil vive expansão do agronegócio
Economia do Brasil supera expectativas e ultrapassa países ricos. Veja ranking
Segundo Tombini, o Brasil está preparado para enfrentar a instabilidade dos mercados porque seu sistema financeiro está "sólido, com elevados níveis de capital, liquidez e provisões", e o BC adotará as "providências necessárias para assegurar a estabilidade do sistema financeiro e da economia".
Na semana passada, o BC anunciou o programa de leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. Pelo menos até o final do ano, o BC realizará semanalmente leilões de swap cambial no montante de R$ 4,77 bi (U$$ 2 bi), e de venda com compromisso de recompra, no total de R$ 2,38 bi (U$$ 1 bi).
— Se necessário, realizaremos operações adicionais.
De acordo com Tombini, este programa ofertará aos agentes econômicos proteção cambial superior a R$ 238,51 bi (U$$ 100 bi), considerando o montante que já foi ofertado até o momento.
— Nossa estratégia é clara: utilizaremos nosso amplo rol de instrumentos para reduzir volatilidade excessiva e mitigar potenciais riscos à estabilidade financeira.
As declarações de Tombini ocorreram após críticas sobre a falta de clareza a respeito da estratégia do BC, feitas durante evento por economistas — entre eles Gustavo Franco, ex-presidente da autoridade monetária.
Economia brasileira cresce mais do que o esperado e chega a R$ 1,2 tri
Mais cedo, neste sábado, Franco afirmou que o mercado não sabe quais são as prioridades do BC e quais políticas serão usadas para atingi-las.
— As perguntas ainda dominam, e apenas a clareza poderá acabar com a volatilidade.














