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Consumidor sofreu uma tentativa de fraude a cada 17 segundos em junho, diz Serasa

Mês registrou 150.864 golpes, resultado 11,9% menor do que o apresentado em maio

Economia|Do R7

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O setor de telefonia respondeu por 55.232 registros, totalizando 36,6% do total de tentativas de fraude em junho
O setor de telefonia respondeu por 55.232 registros, totalizando 36,6% do total de tentativas de fraude em junho

O mês de Junho registrou 150.864 tentativas de fraude em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. Esse valor representa uma tentativa de fraude a cada 17,2 segundos no País.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (28), pelo Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor, mostram que o mês apresentou queda de 11,9% no número de tentativa de golpes na comparação com maio.


Já na comparação do acumulado do ano, o número de tentativas é 3,4% menor. Em relação a junho de 2013, houve queda de 11,2%.

O setor de telefonia respondeu por 55.232 registros, totalizando 36,6% do total de tentativas de fraude realizadas em junho de 2014, queda em relação aos 41,2% registrados pelo setor no mesmo mês de 2013. Já o setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral – teve 50.196 registros, equivalente a 33,3% do total. No mesmo período no ano passado, este era o setor respondeu por 30,6% das ocorrências.


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O setor bancário é o terceiro do ranking de registros em junho de 2014, com 30.197 tentativas, 20,0% do total. No mesmo período de 2013, o setor respondeu por 19,1% dos casos.


O segmento varejo teve 12.416 mil tentativas de fraude, registrando 8,2% das investidas contra o consumidor em junho de 2014, alta em relação aos 7,5% observados em junho de 2013. O ranking de tentativas de fraude de junho de 2014 é composto ainda por demais segmentos (1,9%).

Principais golpes


É comum que as pessoas forneçam seus dados pessoais em cadastros na Internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Além disso, os golpistas ainda costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

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Entre as principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador estão:

— Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.

— Financiamento de eletrônicos (Varejo): o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.

— Compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

— Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.

— Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.

— Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

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