Logo R7.com
RecordPlus

Análise: cenário restritivo na economia brasileira deve perdurar nos próximos anos

Especialista avalia perspectivas para anúncio sobre nova taxa básica de juros

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Copom decide a nova taxa básica de juros, com expectativa de corte devido à queda da inflação e câmbio controlado.
  • A Selic alta limita o consumo e produção, impactando o crescimento econômico.
  • Juros altos dificultam a captação de recursos e aumentam a dívida pública.
  • O cenário restritivo na economia deve perdurar sem uma solução para os gastos públicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decide nesta quarta-feira (5) a nova taxa básica de juros. Os economistas acreditam no quarto corte consecutivo por conta da queda da inflação e do câmbio controlado. Se isso se confirmar, a taxa Selic, que está fixada em 14,25% ao ano, vai cair para 14%.

A manutenção da Selic em patamares elevados tem reflexos diretos no bolso dos brasileiros, encarecendo financiamentos, empréstimos e cartões de crédito. Além disso, os juros altos tendem a frear o consumo, reduzir os investimentos e desacelerar o ritmo de crescimento da economia. Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em contas públicas Daniel Teles explica as implicações da movimentação da taxa.


Pessoa segurando notas de real, a moeda brasileira. É possível ver cédulas de 2, 20 e 50 reais.
Juros altos significam menos dinheiro em circulação Reprodução/Record News

“A inflação nada mais é do que um aumento quase sempre generalizado dos preços, e subir juros é o remédio que se aplica para poder controlar essa alta generalizada ali em vários setores da nossa economia. Em resumo, juros nada mais são do que o custo do dinheiro. Quando você tem juros altos, em teoria você coloca menos dinheiro em circulação”, afirma.

Há ainda o aumento da dívida pública, que dificulta a queda dos juros. “Os juros também servem como uma moeda de troca para um país poder captar recursos. Você imagina um país estrangeiro que quer investir em dívida pública brasileira. Quando ele vê que o Brasil é um país que pode estar com suas contas públicas comprometidas, ele exige uma remuneração maior para poder trazer esse capital para o Brasil.”


Ainda segundo Teles, caso não seja encontrada uma solução definitiva para os gastos públicos, a Selic não deve operar em um caráter expansionista. “Esse cenário restritivo para a economia, eu acho que é o que deve perdurar pelos próximos anos”, conclui o especialista.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.