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Placar mostra 241 deputados contrários à reforma da Previdência e indica grande desafio para o governo

Levantamento aponta que nem mesmo proposta mais branda seria aprovada na Câmara

Economia|Do R7

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Mudança no sistema de aposentadorias é a principal aposta do governo para colocar a economia brasileira "nos trilhos"
Mudança no sistema de aposentadorias é a principal aposta do governo para colocar a economia brasileira "nos trilhos"

O governo do presidente Michel Temer deve enfrentar um difícil desafio para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. De acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo na Câmara dos Deputados, se a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) fosse realizada nesta quarta-feira (5), nem um mesmo um texto com regras mais brandas para a aposentadoria e pensões seria aprovado.

Em uma eventual votação, a principal aposta do governo para colocar a economia brasileira "nos trilhos" de uma maneira sustentável seria rejeitada por 241 deputados, mesmo com a opção de suavizar o texto. São 36 votos a mais do que o número máximo de contras permitido para que o texto seja aprovado.

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Para que a proposta seja aprovada na Câmara, são necessários 308 votos a favor da alteração das regras de aposentadoria, o equivalente a três quintos dos 513 deputados.

Até o momento, o jornal ouviu 426 deputados (83% da Câmara). Ao todo, 13 disseram que são favoráveis ao texto da forma como foi enviado pelo governo e 97 afirmaram estarem dispostos a aprovar a reforma da Previdência, desde que pontos-chave sejam alterados.

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"Coração" da proposta, a fixação da idade mínima de 65 anos para se aposentar no Brasil é rejeitada pelos deputados. Hoje, quem não consegue se aposentar por tempo de contribuição acaba se aposentando por idade, que exige idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 para homens, além de contribuição ao INSS por 15 anos. Se a mudança proposta pelo governo for aprovada, será obrigatório alcançar 25 anos de contribuição, mesmo que isso signifique trabalhar além dos 65 anos de idade.

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Dos 96 parlamentares que se mostraram favoráveis à reforma, ainda que com ressalvas, 69 disseram aprovar uma idade menor para as mulheres e 54 defenderam uma exigência menor para os homens. Os deputados querem afrouxar também a exigência de 49 anos de contribuição para ter direito ao benefício integral acima do salário mínimo (76 deputados querem suavizar essa regra). Com 25 anos de contribuição e 65 anos de idade, o trabalhador terá direito a apenas 76% do benefício se o projeto do governo passar.

Para aprovar a reforma, 73 deputados querem uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, que só se aposentarão com 65 anos, caso o texto do governo for aprovado. A proposta cria uma regra de transição apenas para homens com 50 anos ou mais e mulheres com 45 ou mais. Para se aposentar, o governo propõe que essas pessoas paguem pedágio de 50% do tempo de contribuição restante.

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Muitos deputados fazem questão de ressaltar que também querem outras mudanças. Eles desejam abrandar as exigências para a concessão da aposentadoria rural e do benefício assistencial pago a idosos e deficientes da baia renda.

Parte dos deputados também não concordam com a proibição de se acumular aposentadoria e pensão, desde que respeitado o teto do INSS. O governo já sinalizou que está aberto a negociar esses pontos. A bancada do PSDB na Câmara, por exemplo, fechou questão e afirma que só aprovará a reforma se esses itens forem modificados juntamente com a regra de transição.

Até o fechamento deste texto, às 16h, a reportagem não conseguiu contato com 88 deputados. Outros 52 não quiserem responder e 32 se declararam indecisos. Quatro disseram que vão se abster.

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