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Preço da cesta básica cai em todas as capitais

SP ainda é a mais cara com R$ 327,44. Em Aracaju, a cesta custa R$ 239,36

Economia|Do R7

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No acumulado do ano, apenas Florianópolis teve queda nos preços
No acumulado do ano, apenas Florianópolis teve queda nos preços

O preço da cesta básica no Brasil caiu em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6), as retrações mais significativas, em julho, foram registradas em Brasília (-8,86%), Florianópolis (-7,61%), Porto Alegre (-7,06%) e Goiânia (-7%). As menores variações ocorreram em Salvador (-0,18%), Vitória (-1,55%) e Manaus (-1,82%).


São Paulo ainda é a capital onde a cesta é mais cara (R$ 327,44), apesar do recuo de 3,82% ocorrido no último mês, no custo da cesta paulistana. Já a mais barata é encontrada em Aracaju (SE), onde o conjunto de gêneros alimentícios essenciais custam R$ 239,36.

Tomate e óleo de soja puxam queda da cesta do Dieese


Salário mínimo

Em julho deste ano, o menor salário pago deveria ser de R$ 2.750,83, ou seja, 4,06 vezes o mínimo em vigor, de R$ 678. Em junho, o mínimo necessário era maior e equivalia a R$ 2.860,21, ou 4,22 vezes o piso vigente. Em julho de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.519,97, o que representava 4,05 vezes o mínimo de então (R$ 622).


A jornada de trabalho necessária para o trabalhador que ganha salário mínimo adquirir a cesta básica diminuiu, totalizando, na média das 18 capitais, 92 horas e 31 minutos, enquanto em junho chegava a 96 horas e 55 minutos. Em comparação com julho de 2012, o tempo de trabalho necessário para a mesma aquisição encontrava-se em patamar semelhante, equivalendo a 92 horas e 48 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 45,71% dos vencimentos para comprar os mesmos produtos que, em junho, demandavam 47,89%. Em julho de 2013, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 45,85%.


Acumulado do ano

Entre janeiro e julho deste ano, somente em Florianópolis a variação acumulada do preço da cesta básica apresentou queda (-2,08%).

Nas demais 17 localidades houve alta, com os maiores aumentos verificados no Nordeste — região que atravessa período de forte seca: Aracaju (17,3%), João Pessoa (15,85%), Salvador (14,36%), Natal (13,34%) e Recife (12,46%). Belo Horizonte (0,89%), Goiânia (2,34%), Curitiba e Brasília (ambas com 3,08%) apresentaram as menores variações acumuladas.

Em 12 meses (entre agosto de 2012 e julho último — período para o qual os dados referem-se a 17 capitais, pois ainda não havia pesquisa em Campo Grande (MS) — todas as localidades apresentam alta, embora em ritmo menos intenso que nos períodos anteriores.

As maiores variações foram encontradas em: Salvador (18,72%), João Pessoa (18,13%) e Recife (17,81%). Os menores aumentos acumulados foram verificados em Belo Horizonte (1,81%), Porto Alegre (1,98%) e Brasília (3,22%).

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