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Dólar cai a R$ 5,13 com ajustes e valorização de commodities

Investidores aguardam a ata do Fed, que pode indicar alta de juros nos Estados Unidos

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dólar caiu para R$ 5,13, o menor nível desde junho, devido a ajustes nos prêmios de risco e valorização de commodities agrícolas.
  • A moeda americana acumula desvalorização de 0,60% frente ao real nos primeiros dias de julho, após um aumento de 2,38% no mês passado.
  • Investidores aguardam a ata do Federal Reserve, que pode indicar novas altas de juros nos EUA, impactando o dólar globalmente.
  • O real se beneficia da valorização de commodities e exportações, mas o cenário externo influencia as perspectivas cambiais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Projeções indicam taxa de câmbio em R$ 5,20 no fim de 2026 Willy Kurniawan/Reuters - 09.04.2025

O dólar emendou a terceira sessão consecutiva de baixa nesta segunda-feira (6), furou o piso de R$ 5,15 e fechou no menor nível desde meados de junho.

Sem indicadores domésticos relevantes, operadores atribuíram o bom desempenho da moeda brasileira a ajustes nos prêmios de risco após a recente onda de depreciação, em um ambiente marcado por alívio contínuo no mercado de renda fixa local e pela valorização de commodities agrícolas, em especial a soja.


Em parte da manhã e no início da tarde, o dólar já recuava por aqui, na contramão do comportamento predominante no exterior, embora dois pares do real, o peso mexicano e o rand sul-africano, também avançassem.

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À medida que a moeda americana perdia fôlego lá fora nas últimas horas da sessão, a divisa brasileira ampliava seus ganhos.


Com mínima de R$ 5,1279, por volta das 15h55, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 - menor valor de fechamento desde 17 de junho (R$ 5,1077).

A moeda americana acumula desvalorização de 0,60% frente ao real nos quatro primeiros pregões de julho, após avanço de 2,38% no mês passado.


No ano, as perdas são de 6,50%. O real apresenta, em 2026, o segundo melhor desempenho entre as divisas mais líquidas, atrás do peso colombiano.

“O real ensaia uma recuperação, embalado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial”, afirma o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo.


Referência do comportamento do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY, que tocou máxima de 101,145 pontos pela manhã, operava na casa dos 100,870 pontos no fim da tarde, ao redor da estabilidade.

O Dollar Index recua cerca de 0,30% neste início de julho, o que reduz o avanço em 2026 para pouco mais de 2,60%.

Investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (8), da ata do encontro de política monetária do Federal Reserve realizado em junho.

Na ocasião, o discurso duro do novo presidente do BC (Banco Central) americano, Kevin Warsh, e a previsão da maioria dos dirigentes de alta dos juros nos EUA ainda neste ano desencadearam um fortalecimento global do dólar.

Para o chefe de estratégia de mercados do banco ING, Chris Turner, a ata do Fed, assim como o comunicado da reunião, provavelmente será mais enxuta.

“A mensagem principal deve ser agressiva, com o Fed comprometido em restaurar a estabilidade de preços, após cinco anos consecutivos de inflação acima da meta”, afirma Turner, em nota, acrescentando que “alguns (ou muitos) dirigentes podem ver o próximo movimento do Fed como um aumento da taxa de juros”.

O economista-chefe da BCG Liquidez, Felipe Tavares, observa que o ambiente externo “vem ganhando cada vez mais relevância” nas perspectivas para o comportamento do real, dada a perspectiva de um dólar globalmente mais forte.

Em seu modelo de longo prazo, Tavares projeta taxa de câmbio em R$ 5,20 no fim de 2026, “podendo chegar a R$ 5,02 em um cenário mais positivo ou a R$ 5,38 em um cenário mais adverso”.

“No cenário mais benigno, não conseguimos mais ver o dólar abaixo de R$ 5,20 como há algumas semanas”, afirma Tavares, ressaltando que a taxa de câmbio apresenta um prêmio em relação ao que estima como o seu valor justo.

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