Logo R7.com
RecordPlus

Tarifaço de 37,5% ameaça exportações de mais de 4.000 produtos do Brasil aos EUA

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, novas tarifas contra o Brasil vão elevar custos para os Estados Unidos

Agência Estado

Economia|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CNI projeta que novas tarifas dos EUA podem afetar 4.187 produtos brasileiros, impactando US$ 14,9 bilhões em exportações.
  • Os produtos brasileiros estão atualmente sob uma tarifa temporária de 10%, que pode aumentar para 37,5% com novas propostas.
  • As novas tarifas de 25% e 12,5% estão sendo discutidas em audiências públicas, com forte oposição de muitos participantes.
  • Ricardo Alban, presidente da CNI, alerta que as tarifas podem elevar custos para empresas e consumidores nos EUA, prejudicando cadeias produtivas integradas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trabalhadores atuam em linha de produção de carrocerias de ônibus em fábrica em Caxias do Sul (RS), 25 de março de 2026. REUTERS/Diego Vara
Produtos que podem ser afetados respondem por US$ 14,9 bilhões das exportações, segundo CNI Diego Vara/Reuters - 25.3.2026

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) projetou nesta segunda-feira (6) que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil — de 25% e 12,5% — cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.

Segundo a CNI, todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial americana, vigente até dia 24 de julho.


Nesta semana acontecem as audiências públicas para tratar de possíveis duas novas tarifas que produtos brasileiros podem sofrer: uma investigação especificamente sobre o Brasil que sugere sobretaxa de 25% e outra investigação sobre trabalho forçado, na qual o Brasil também está incluído e pode sofrer uma taxa de 12,5%.

Se as duas novas propostas forem adotadas, haverá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre esses bens, dos quais 62% são bens intermediários, utilizados como insumos em processos produtivos. Neste caso, a taxação contra o Brasil chegaria a 37,5%.


Veja Também

Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos e que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado americano em 11.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, novas tarifas contra o Brasil também vão elevar custos para empresas, consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos.


“O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países. Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte-americana”, explica.

Audiência pública

O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública desta terça-feira (7), em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida.


“A imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob os aspectos jurídico, econômico e estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, reforça Alban.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.