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Eleições 2014

Marina diz que autonomia do BC impedirá banco de se tornar uma Petrobras

Presidenciável ainda mostrou irritação com recente publicidade da campanha petista

Eleições 2014|Diego Junqueira, do R7

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A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, criticou nesta quarta-feira (10) o mais recente "ataque" da campanha petista contra sua proposta de autonomia do Banco Central, medida que agrada a bancos privados e a agentes do mercado financeiro.

"BC autônomo é para controlar a inflação, para adquirir credibilidade e o País voltar a crescer, para preservar o emprego. (...) Isso é fundamental para evitar que aconteça [com o Banco Central] o que acontece hoje com a Petrobras, que perdeu metade do valor de mercado no governo Dilma e está quatro vezes mais endividada", disse Marina durante coletiva na zona leste de São Paulo.


A presidenciável mostrou irritação com a mais recente publicidade da campanha presidencial petista, veiculada na TV na terça-feira.

Marina: independência do BC impedirá banco de se tornar uma Petrobras


A publicidade de 30 segundos exibe uma mesa com uma família que se prepara para fazer uma refeição enquanto que, em outra mesa, banqueiros participam de uma reunião. Quando os empresários parecem chegar a um acordo, a comida desaparece dos pratos da família.

"As mentiras que estão sendo ditas é para criar uma cortina de fumaça por quem não quer assumir os erros que cometeu", disse a ex-ministra do Meio Ambiente.


Só falta PT contratar Regina Duarte, diz vice de Marina

Para Marina, que mais uma vez criticou a política economica do governo federal, a recuperação da credibilidade é o único meio para recuperar o investimento e fazer o País voltar a crescer — conceder autonomia expressa ao BC faria parte dessa estratégia.


— A autonomia do Banco Central sempre foi consenso desde que veio Plano Real. Eu não vi nenhum partido dizendo que é contra a autonomia do Banco Central. O presidente Lula até fez uma carta aos brasileiros dizendo que se comprometia a manter os instrumentos da política macroeconômica do governo do PSDB: autonomia do Banco Central, responsabilidade fiscal e meta de inflação. Tudo isso foi negligenciado no governo da presidente Dilma, a tal ponto que hoje a autonomia de fato foi corroída na prática.

Atualmente, o Banco Central goza de autonomia operacional, ou seja, na prática, tem liberdade para definição de regras econômicas, como a taxa básica de juros (Selic). A proposta do PSB, no entanto, é definir em lei a independência do banco, o que impediria qualquer influência governamental.

Programa de governo

Marina visitou na manhã de hoje a Casa de Isabel, uma ONG que oferece atendimento psicológico a crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência doméstica.

Acompanha do candidato à vice, Beto Albuquerque, e da deputada Luiza Erundina, coordenadora de sua campanha, a presidenciável afirmou estar no alvo dos ataques do PSDB e do PT por ter sido a única a apresentar um programa de governo.

Ela convocou os jornalistas a perguntarem â presidente quando seu partido irá divulgar o programa.

— Vamos responder aos ataques com nossas propostas, mostrando aos brasileiros que não devem assinar um cheque em branco a quem não apresentou programa [de governo] e que se dedica apenas a descontruir o programa que foi apresentado.

Marina afirmou ainda que PT e PSDB estão juntos nesse momento, "usando a mesma artilharia pesada" para atacá-la.

A candidata voltou a defender também a coordenadora de seu programa de governo, a socióloga e herdeira do Itaú Unibanco Maria Alice Setúbal (conhecida como Neca), que vem sendo apontada por adversários politico como um símbolo do fortalecimento dos banqueiros num futuro governo Marina.

— Quando foi para a Neca ajudar o candidato Haddad [em 2012, quando disputava prefeitura de São Paulo], participando dos seminários, ajudando a fazer seu programa de governo, eles não a desqualificaram. (...) Então naquele momento ela era educadora. Agora ela está sendo tratada [pelo PT] como banqueira. Ela é uma pessoa que tem o direito de se colocar no mundo como qualquer outra.

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