Internacional

17/6/2013 às 02h02 (Atualizado em 17/6/2013 às 08h29)

Após noite com mais de 500 detidos, Turquia vive dia de greves

Dois sindicatos convocaram greve geral em apoio às manifestações; governo promete repressão

EFE

, com AFP

17.06.2013/Marko Djurica/Reuters
Confronto entre manifestantes e policiais ontem em Istambul deixou mais de 300 presos 16.06.2013/Serkan Senturk/Reuters

Os confrontos entre manifestantes e a polícia em várias cidades da Turquia acabaram na noite de domingo (16) com mais de 500 pessoas detidas, enquanto vários sindicatos turcos preparam para esta segunda-feira (17) um dia de greves contra do governo.

Em Istambul, Ancara e várias outras cidades do país os manifestantes enfrentaram as forças da ordem até altas horas da madrugada, informa a imprensa local.

Segundo o Colégio de Advogados de Istambul, só em Istambul cerca de 390 pessoas foram detidas, enquanto na capital a polícia deteve outras 150 pessoas, assegura a versão eletrônica do jornal Hürriyet.

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Segundo acrescenta o portal opositor de notícias Sendika, policiais vestidos à paisana participaram em Ancara na repressão com gás lacrimogêneo e canhões de água a pressão, deixando pelo menos oito pessoas feridas.

Os manifestantes no centro da capital turca gritaram palavras de ordem como "Revolta, Revolução, Liberdade" e "Ditador Renuncie já".

Em Istambul, os detidos, entre os quais estão um cidadão britânico e vários jornalistas turcos, foram levados para a praça Taksim e fechados em um ônibus da polícia, assegura o Hürriyet.

A organização de direitos humanos Anistia Internacional pediu ao governo turco para que ponha fim à falta de comunicação com os detidos e lhes permita ligar para seus advogados.

Também em outras cidades do país houve violentos confrontos como em Adana, no sul do país, onde dezenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos duas foram detidas, segundo o Sendika.

Para hoje, os principais sindicatos do país, como o de funcionários públicos KESK e o conselho de médicos e a união de engenheiros, preparam um dia de greves, que paralisarão parte da vida pública do país.

"Greve ilegal"

Participar da greve marcada para hoje, no entanto, será arriscado.

O ministro turco do Interior, Muammer Güler, declarou que a greve convocada por dois sindicatos em apoio aos protestos é "ilegal" e que as manifestações serão reprimidas.

— Há esforços para retirar as pessoas das ruas para ações ilegais como uma greve. As forças de segurança não permitirão.

Um grupo de sindicatos, incluindo os importantes DISK e KESK, que reúnem quase 700 mil trabalhadores, convocaram a greve para esta segunda-feira.

"É impossível entender a insistência em continuar com os protestos", disse o ministro, a respeito das manifestações que afetam há mais de duas semanas as principais cidades da Turquia.

Os sindicatos pretendem caminhar em Istambul até a praça Taksim, que foi isolada pela polícia.

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