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Controle iraniano em Ormuz criou nova ordem no mercado de petróleo; entenda

Previsões de analistas afirmam que fluxo de petróleo no estreito só retornará ao normal em 2027

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz deve normalizar apenas em 2027, caso a guerra no Irã continue até junho de 2026.
  • A crise energética causada pelo bloqueio iraniano é considerada a maior de todos os tempos pela Agência Internacional de Energia.
  • Especialistas preveem que a capacidade de distribuição de óleo e gás global só se reorganizará após a normalização em Ormuz.
  • Donald Trump enfrenta desafios para encerrar o bloqueio e remover o urânio estocado pelo Irã, sendo mais provável optar pela remoção do material radioativo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O fluxo total de petróleo pelo estreito de Ormuz só deverá retornar ao normal em 2027, segundo autoridades da empresa estatal de petróleo dos Emirados Árabes Unidos. A previsão é válida caso a guerra no Irã continue até o mês de junho de 2026.

Classificada como a maior crise energética de todos os tempos pela Agência Internacional de Energia, o controle iraniano do estreito de Ormuz já causou grandes mudanças na ordem mundial do mercado de petróleo, de acordo com a análise feita no Conexão Record News desta quinta-feira (21) por Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais.


Um barco está ancorado no meio do Estreito de Ormuz. Atrás dele é possível ver um grande paredão de pedra.
Enquanto navios permanecem parados, ordem mundial se altera de maneira dinâmica Reprodução / Record News

“Se Ormuz não se organizar até 2027, a capacidade de distribuição de óleo e gás no planeta também não se organizará [...] Mesmo que isso acabe, [...] os navios vão reforçar aquela região para que isso não ocorra novamente e sempre vai haver um temor da possibilidade de um novo conflito com os iranianos”, alegou o especialista.

Lucena não acredita na capacidade do presidente Donald Trump de conseguir, ao mesmo tempo, encerrar o bloqueio e retirar o urânio estocado pelo Irã. O economista entende que, para alcançar um dos objetivos, o norte-americano precisaria ceder o outro.


Nesse cenário, o profissional raciocina que Trump iria optar pela remoção do material radioativo, uma vez que isso poderia ser utilizado como uma vitória política: “Ele geraria um novo custo internacional e ele já fez isso com as tarifas, mas conseguiria declarar uma vitória na segurança dos Estados Unidos e, principalmente, do aliado Israel”, finaliza o doutor.

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