Ataque no Sudão do Sul deixa mais de 100 mortos
Maior parte das vítimas eram de um tribo de pastores de gado
Internacional|Do R7
Mais de 100 pessoas foram mortas no Sudão do Sul num ataque de rebeldes e aliados étnicos a um comboio de famílias de uma tribo rival e seu gado, disse uma autoridade neste domingo (10).
Desde que se separou do Sudão em 2011, o Sudão do Sul, produtor de petróleo, enfrentou dificuldades para exercer controle sobre territórios remotos inundados por armas após uma guerra com o norte e despedaçados por rivalidades étnicas.
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O ataque na sexta-feira (8) foi a pior demonstração de violência no estado de Jonglei desde que 900 pessoas foram mortas no local em ataques tribais ligados a disputas por gado em 2011, disse a ONU (Organização das Nações Unidas).
Rebeldes ligados ao ex-estudante de teologia David Yau Yau e membros da comunidade Murle mataram 103 pessoas, a maioria das quais eram mulheres ou crianças, na emboscada a famílias de etnia Lou Nuer, disse o governador do estado, Kuol Manyang.
"Eles foram atacados por pessoas em grande força", disse ele à Reuters. "Muitas crianças e mulheres estão desaparecidas. Seu destino ainda não é conhecido".
Catorze soldados que escoltavam o comboio também foram mortos, disse ele.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse ter enviado uma equipe médica para tratar os feridos.
Yau Yau rebelou-se em julho do ano passado. Ele recrutou jovens armados antagonizados por uma campanha do governo para dar fim à violência tribal em Jonglei, que segundo grupos de direitos humanos, era marcada por abusos de soldados.
Mais de 1,5 mil pessoas foram mortas em Jonglei desde a independência, de acordo com a ONU.
O Sudão do Sul acusa o Sudão de fornecer armas e munição para os rebeldes de Yau Yau, acusação negada por Cartum.
A violência em Jonglei está atrapalhando planos do governo de explorar uma grande concessão de petróleo com a ajuda da francesa Total.
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