Análise: saída da Itália de acordo de defesa com Israel traz mais perdas políticas do que militares
Apoio de outras potências mundiais, como Estados Unidos e França, suaviza os efeitos gerados pelo fim do apoio italiano
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Desde 2006, Itália e Israel mantinham um acordo de defesa que garantia a cooperação entre os dois membros na formação de militares e na pesquisa de informação. O acordo se aproximava do término e uma renovação era esperada, porém a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, decidiu cancelá-lo nesta terça-feira (14), devido a atritos recentes com Israel.
Supostamente, forças israelenses teriam atirado para o alto enquanto estavam próximas de um comboio de soldados italianos da ONU (Organização das Nações Unidas) no Líbano durante a semana passada. Fontes próximas de Meloni afirmaram que o acordo “seria politicamente difícil de ser mantido” em tal cenário.
Igor Lucena, doutor em relações internacionais, analisou que a medida da líder visa evitar polêmicas no Oriente Médio. Isso ocorre uma vez que a Itália fornece ao mesmo tempo apoio militar para o Líbano e para Israel. No entanto, ele observou que dificilmente a saída do acordo levará a grandes impactos no poderio militar israelense.
“Israel tem uma tecnologia muito forte, com uma capacidade bélica muito grande, suportada por países como Alemanha, França e, principalmente, Estados Unidos. Então não há grandes perdas do ponto de vista militar; há, sim, do ponto de vista político”, conclui o especialista no Conexão Record News desta terça.
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