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Como derrota de Orbán na Hungria influencia a relação com a Rússia

País do Leste Europeu depende do abastecimento de gás natural e petróleo russo, o que deve afetar governo de Péter Magyar

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A derrota de Viktor Orbán na Hungria é um revés significativo para a Rússia, que perde um aliado na União Europeia.
  • O novo primeiro-ministro, Peter Magyar, busca reaproximar a Hungria da União Europeia e da Otan, com promessas de maior transparência em relação a Moscou.
  • A forte dependência energética da Hungria em relação à Rússia impõe limites às mudanças rápidas nas relações bilaterais.
  • A vitória de Magyar pode reduzir a influência russa na política húngara e abrir espaço para apoio à Ucrânia, embora mudanças significativas sejam esperadas de forma gradual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Viktor Orbán era um aliado importante do presidente da Rússia, Vladimir Putin Reprodução/X/@PM_ViktorOrban/Reprodução/Kremlin

A derrota de Viktor Orbán nas eleições na Hungria, realizadas no último domingo (12), traz uma mudança significativa para a Rússia, que por anos teve Budapeste como aliada dentro da União Europeia (UE).

O novo contexto impõe desafios ao primeiro-ministro eleito, Péter Magyar. Durante a campanha, o político de centro-direita defendeu uma maior aproximação com a União Europeia e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além de prometer maior transparência nas relações internacionais e o combate à corrupção.


Magyar também criticou a forte influência externa no cenário político húngaro, afirmando que o país não deveria se tornar zona de influência de potências estrangeiras, em referência ao apoio político recebido por Orbán tanto pelo presidente russo Vladimir Putin, quanto de seu homólogo americano, Donald Trump.

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“Qualquer pessoa que conheça a história da Hungria sabe que fomos atacados muitas vezes pela Rússia”, disse Magyar em entrevista ao The New York Times em 2024.


Apesar do discurso mais crítico, o novo governo deve adotar uma postura cautelosa em relação ao país. Isso porque a Hungria depende do abastecimento de mais de 80% do gás natural e petróleo russo.

Essa dependência deve preservar a influência de Moscou no médio prazo, já que a Hungria planeja diversificar suas fontes de energia de maneira gradual. A transição deve começar pelo petróleo, considerado mais fácil de substituir no curto prazo. Ainda assim, a saída de Orbán após 16 anos no poder retira de Putin um aliado estratégico dentro da UE, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia.


Durante seus anos no governo, o agora ex-líder húngaro se alinhou a posições que travaram ou enfraqueceram iniciativas do bloco europeu, incluindo sanções contra a Rússia e pacotes de apoio financeiro à Ucrânia.

Com a mudança de cenário, analistas avaliam que o Kremlin será obrigado a recalibrar sua estratégia em relação à Hungria. Um sinal disso foi o reconhecimento imediato da vitória de Magyar por parte de Moscou no dia seguinte ao pleito. “A Hungria fez a sua escolha. Respeitamos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que reforçou o interesse de Moscou em manter uma boa relação com Budapeste.


Especialistas avaliam que a influência russa tende a enfraquecer gradualmente, sobretudo em áreas como mídia e segurança. No contexto europeu, a expectativa é que Budapeste deixe de travar as iniciativas de apoio à Ucrânia. Péter Magyar, por sua vez, deve adotar uma linha de equilíbrio, levando em conta as divisões políticas internas e a forte dependência energética do país, fatores que limitam mudanças mais rápidas na política externa.

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