‘Arma iraniana de pressão econômica está forte, mas tem um limite’, aponta analista
EUA impõem bloqueio naval que afeta portos iranianos; no entanto, dados apontam petroleiros ligados ao Irã transitando por Ormuz
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Dados de navegação apontam que um terceiro petroleiro ligado ao Irã estava entrando no Golfo Pérsico pelo estreito de Ormuz, nesta terça-feira (14). Desde segunda-feira (13), está em vigor o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que afeta portos iranianos.
O presidente Donald Trump ameaçou afundar os navios iranianos que descumprirem o bloqueio naval. No entanto, os três navios que transitavam pela região não estão sujeitos ao bloqueio, já que não se dirigiam a portos iranianos. Antes do navio-tanque, outras duas embarcações foram autorizadas pelos EUA a passar pelo estreito.

Em entrevista ao Conexão Record News, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, explica que os Estados Unidos tentam criar, dessa forma, uma espécie de “bloqueio ao bloqueio do Irã”. O que, segundo o analista, gera problemas de abastecimento — tanto de armamento quanto de comida — para Teerã.
“A gente sabe que a falta de produtos importados em um país que depende de importados gera inflação, o que gera insatisfação com a população, com o próprio governo iraniano. Então, eu acho que foi uma estratégia importante dos americanos e pode, sim, forçar os iranianos a sentar na mesa de negociação”, aponta Lucena.
Segundo ele, o bloqueio norte-americano não deve permanecer por muito tempo, porque acaba fazendo pressão e prejudicando países como Arábia Saudita e Catar. Portanto, Lucena afirma que, em breve, os iranianos irão voltar à mesa de negociação para chegarem a termos para um acordo com os Estados Unidos.
“A arma que os iranianos têm, que é essa pressão econômica, está forte, mas ela tem um limite. Todas essas armas econômicas têm limites e, aparentemente, pelo menos hoje, elas mostram um limite. Os americanos criaram uma estrutura que pode colocar a visão iraniana de bloqueio como arma final deles em xeque”, conclui.
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