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Objetivo do Hezbollah em meio às negociações no Oriente Médio é que ‘não haja paz’; veja análise

‘Irã utiliza o Hezbollah como uma espécie de braço operacional, mantido por dinheiro do petróleo’, afirma especialista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente francês Emmanuel Macron e secretário-geral da ONU, António Guterres, pedem retomada das negociações para paz no Oriente Médio.
  • Especialista Igor Lucena destaca que a guerra é prejudicial ao Irã e aos EUA, com impactos graves na economia global.
  • Hezbollah é usado pelo Irã como "braço operacional" em ataques contra Israel, dificultando as negociações de paz.
  • Conflitos prolongam a situação no Líbano, onde o Hezbollah está enraizado na comunidade local, complicando soluções.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao longo dos últimos dias, o presidente da França, Emmanuel Macron, tem pedido pela retomada das negociações pelo fim da guerra no Oriente Médio e a reabertura do estreito de Ormuz. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, também expressou o desejo pela continuidade das negociações e afirmou que é “altamente provável” que EUA e Irã reiniciem diálogo em breve.

“Obviamente, a gente não pode dar como garantido. Uma nova rodada de negociações é difícil”, encarou Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, sobre a possibilidade de tais cenários se concretizarem. Na análise do especialista, a postura de Macron e outros líderes de incentivar o retorno ao diálogo visa alcançar concessões importantes por parte do Irã.

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Uma densa coluna de fumaça se ergue no horizonte de uma cidade iraniana
Irã sairá do conflito enfraquecido militarmente, enquanto EUA perderão influência mundial Reprodução / Record News

“É uma guerra que, no final, o Irã sai perdendo do ponto de vista militar e estratégico; enquanto os Estados Unidos deverão sair perdendo do ponto de vista de potência, mas o mundo inteiro quer uma admissão dos dois lados, porque os impactos na economia mundial estão sendo muito perversos”, avaliou Lucena no Conexão Record News desta terça-feira (14).

Na opinião do especialista, a negociação é a melhor saída para Donald Trump, que dificilmente conseguirá derrubar o regime do país. O doutor ainda aponta que, por meio das conversas, Trump poderia alcançar a maior vitória dos EUA desde o início da guerra, que seria a interrupção temporária do programa nuclear iraniano.

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O maior desafio enfrentado pelo avanço das conversas, segundo Lucena, é o processo de sabotagem elaborado pelo grupo terrorista Hezbollah, localizado no Líbano: “Quando o Irã não consegue realizar ataques contra Israel diretamente [...] ele utiliza o Hezbollah como uma espécie de braço operacional, mantido por dinheiro do petróleo iraniano. [...] O objetivo desse grupo é que não haja paz”.

Ataques dos dois lados levam ao prolongamento do conflito e à morte de civis, o que dificulta o processo de negociação, o qual o economista aponta que seria efetivo para garantir a diminuição do envolvimento do grupo terrorista na política libanesa. “Isso não é fácil. Eles têm programas sociais [...] Então é um problema, porque já está encrustado dentro da comunidade libanesa”, lamentou o especialista.

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