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Combates entre rebeldes e soldados da Nigéria deixam quase 200 mortos

Confrontos ocorrem em região de atuação do grupo islamita nigeriano Boko Haram

Internacional|Do R7

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Quase a metade da cidade foi destruída pelos incêndios depois dos combates
Quase a metade da cidade foi destruída pelos incêndios depois dos combates

Quase 200 pessoas morreram e 77 ficaram feridas durante combates entre as tropas do Exército regular e combatentes islamitas na cidade de Baga, no noroeste da Nigéria, onde mais de 300 casas foram destruídas pelo fogo, anunciou nesta segunda-feira (22) uma fonte da Cruz Vermelha local.

"Até o momento, 187 pessoas mortas foram enterradas e 77 estão hospitalizadas. Mais de 300 casas foram incendiadas", disse Nwakpa O. Nwakpa, enquanto que um registro divulgado pelo governo apenas mencionava "dezenas de mortos".

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Os confrontos eclodiram na sexta-feira (19) nessa localidade isolada do Estado de Borno, em uma região com forte presença do grupo islamita nigeriano Boko Haram, responsável por sangrentos ataques no centro e no norte do país desde 2009.

De acordo com diversas testemunhas, o registro de vítimas inclui um grande número de rebeldes insurgentes, e também de soldados e civis.

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Quase a metade da cidade foi destruída pelos incêndios depois dos combates, informou hoje uma autoridade dos serviços de socorro.

"Pelo menos 40% da cidade ficou destruída pelo fogo. Há muitos moradores desaparecidos e, por enquanto, consideramos que muitos se refugiaram nos montes", disse esse alto funcionário, que pediu para não ser identificado.

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Segundo testemunhas, a violência teve início depois que o Exército cercou uma mesquita onde homens armados estariam escondidos. Na troca de tiros, os insurgentes utilizaram armas pesadas, mas até agora poucas informações foram confirmadas sobre o ocorrido.

Um funcionário do escritório regional da Agência de Gestão de Situações de Emergência, Abdulkadir Ibrahim, disse na segunda-feira que vários emissários dessa entidade já estavam em Baga, mas que as comunicações eram extremamente difíceis.

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Desde 2009, os ataques do Boko Haram no centro e no norte da Nigéria e a repressão do Exército já deixaram um registro de pelo menos 3.000 pessoas mortas.

O grupo é responsável por vários atentados suicidas na região de Abuja que tiveram como alvos um escritório da ONU, o quartel-general da polícia e a sede de um dos principais jornais do país, além de várias igrejas.

A Nigéria, o país mais populoso da África — com cerca de 160 milhões de habitantes — e maior produtor de petróleo do continente, está dividido entre o norte de maioria muçulmana e o sul majoritariamente cristão.

O Boko Haram afirma lutar pela criação de um Estado islâmico no norte da Nigéria.

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