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Homem deixa corredor da morte após 41 anos nos EUA depois de DNA não ligá-lo a assassinato

Douglas Carter, 71, aguardará novo julgamento sob monitoramento eletrônico; testemunhas denunciaram pagamentos e pressão policial

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Douglas Carter foi libertado após 41 anos no corredor da morte, após testes de DNA não o ligarem ao assassinato de Eva Olesen em 1985.
  • Um juiz permitiu que Carter aguardasse um novo julgamento em liberdade, com monitoramento eletrônico e outras condições.
  • Testemunhas revelaram que foram pagas e pressionadas pela polícia para implicar Carter, levando à revisão do caso pela Suprema Corte de Utah.
  • A defesa de Carter argumenta que o DNA encontrado pertence ao verdadeiro assassino, enquanto a promotoria ainda não retirou todas as acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Douglas Stewart Carter deixa a prisão, nos Estados Unidos, após ser libertado sob fiança Reprodução/X/@tvheidihatch

Douglas Carter, de 71 anos, deixou a prisão nos Estados Unidos depois de passar cerca de quatro décadas no corredor da morte por um assassinato cometido em Utah em 1985. A libertação ocorreu após uma nova análise de DNA excluir Carter como possível responsável pelo material genético masculino encontrado nas evidências do crime.

Um juiz autorizou nesta segunda-feira (28) que Carter aguarde em liberdade o novo julgamento pela morte de Eva Olesen. Ele terá de usar tornozeleira eletrônica, respeitar toque de recolher e cumprir outras condições impostas pela Justiça.

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O Ministério Público também retirou a intenção de buscar novamente a pena de morte. Os promotores, porém, afirmam que continuarão reavaliando as demais provas e dizem que o resultado do exame não necessariamente elimina Carter como suspeito.

Carter foi preso em junho de 1985, meses depois de Eva Olesen, de 57 anos, ser encontrada morta dentro de casa, em Provo. Ela estava com as mãos amarradas para trás, havia sido esfaqueada dez vezes e baleada.

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Natural de Chicago, Carter tinha 29 anos e morava com a mãe em Utah. A investigação passou a suspeitar que ele tivesse matado Eva durante um roubo.

Após ser preso em Nashville, no Tennessee, ele assinou uma confissão durante um interrogatório conduzido por um detetive de Provo. Carter afirmou posteriormente que confessou falsamente depois de sofrer ameaças repetidas da polícia.

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Testemunhas denunciaram pagamentos

Carter foi condenado em 1985 e sentenciado à morte por injeção letal. A sentença chegou a ser anulada pela Suprema Corte de Utah em 1989, mas ele recebeu novamente a pena capital em 1992.

A execução chegou a ser marcada para junho de 1995, mas foi sucessivamente adiada enquanto recursos tramitavam na Justiça.

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Uma reviravolta ocorreu em 2011, quando duas testemunhas do julgamento original foram localizadas no México. Elas disseram que haviam sido orientadas a mentir no tribunal e receberam dinheiro e presentes da polícia.

Segundo os relatos, os agentes também teriam ordenado que os pagamentos fossem mantidos em segredo e ameaçado as testemunhas e o filho delas com deportação caso não implicassem Carter no crime.

Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento ao apontar violações constitucionais e episódios de má conduta intencional por parte de policiais e de um promotor.

Foto de identificação policial de Douglas Stewart Carter, de 2008 Utah Department of Corrections

DNA excluiu Carter

Após a decisão, as evidências do caso foram novamente submetidas a testes. As análises encontraram perfis genéticos masculinos desconhecidos, e Carter foi obrigado a fornecer uma amostra de DNA.

Os resultados não ligaram Carter ao material analisado. Diante disso, a Promotoria desistiu de buscar a pena de morte.

A defesa sustenta que o material pertence ao autor do assassinato e afirma que o resultado demonstra que Carter não matou Eva. Os promotores, por outro lado, ainda não retiraram as acusações.

Os advogados também dizem que testemunhas viram um homem branco fugindo do local do crime e que provas relacionadas a outros suspeitos teriam sido ocultadas. Entre os investigados estava Orla Olesen, marido da vítima, que morreu em 2009.

A família de Eva manifestou preocupação com a libertação. Segundo Theresa Olesen, nora da vítima, os familiares querem descobrir quem foi responsável pela morte de Eva e se Carter teve algum envolvimento.

Neal Hamilton, advogado de Carter, afirmou que o cliente respirou ar livre pela primeira vez em 41 anos e terá de se adaptar a uma realidade completamente diferente daquela que conhecia antes de ser preso.

Ao deixar a prisão, uma das primeiras perguntas de Carter foi: “Onde está meu filho?”.

O filho biológico, que não teve a oportunidade de conhecer Carter pessoalmente até 2009, disse que os dois voltaram a se aproximar no ano passado.

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