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Governo búlgaro renuncia após protestos pelo preço da energia

Pelo menos cinco manifestantes ficaram feridos durante enfrentamentos com a polícia

Internacional|Do R7

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Não participarei de um governo no qual a polícia briga com a população, disse o primeiro-ministro búlgaro
Não participarei de um governo no qual a polícia briga com a população, disse o primeiro-ministro búlgaro -/AFP

O primeiro-ministro da Bulgária, o conservador Boyko Borisov, apresentou nesta quarta-feira (20) a renúncia do seu governo após dez dias de intensos protestos populares contra os altos preços da eletricidade.

"A partir de hoje o governo não tem nada a fazer. Cada gota de sangue para nós é uma mancha. Não posso ver um Parlamento guardado por cercas", disse Borisov no Parlamento, em alusão aos feridos nas manifestações realizadas em várias cidades do país nas duas últimas noites.

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Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas ontem à noite em Sófia durante enfrentamentos entre a polícia e cerca de 3.000 pessoas que tentavam alcançar o Parlamento.

Veja as principais imagens desta quarta-feira (20)

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Esses novos e violentos protestos aconteceram apesar de Borisov ter reagido às manifestações anteriores demitindo o ministro das Finanças, Simeon Djankov, e prometendo reduzir o preço da eletricidade em 8%.

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O primeiro-ministro também anunciou que multaria três distribuidoras de eletricidade (a austríaca EVN e as tchecas CEZ e Energo-Pro) e retiraria a licença de uma delas (CEZ), um procedimento já iniciado pelo regulador elétrico búlgaro.

"Ontem fizemos o máximo que podíamos para responder às exigências dos manifestantes", ressaltou nesta manhã o chefe do governo após anunciar que o Executivo apresentará sua renúncia por volta do meio-dia.

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Além disso, aconselhou os 117 deputados do seu partido, o GERB, a também deixarem suas cadeiras.

Por fim, Borisov assegurou que a formação não participará de um eventual governo técnico.

— Não participarei de um governo no qual a polícia briga com a população.

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