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Grupo de homens lança campanha contra assédio a mulheres no Egito

Líder do movimento responsabiliza "extremismo religioso" da sociedade pelas agressões

Internacional|Do R7

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O assédio contra mulheres durante protestos e festividades se tornou um fenômeno recorrente no Egito
O assédio contra mulheres durante protestos e festividades se tornou um fenômeno recorrente no Egito

Um grupo de homens lançou uma campanha para perseguir os que agredirem mulheres durante esta semana, durante a celebração da festa muçulmana do Sacrifício, no Egito, disse na terça-feira (15) à agência Efe um dos coordenadores.

O organizador da iniciativa, Shadi Hussein, um estudante de jornalismo de 20 anos, explicou que a campanha se chama Agridam o Agressor Durante o Eid al Adha, nome da festa do Sacrifício em árabe. A ação se concentra nas duas principais cidades de país, Cairo e Alexandria, e durante esta semana irá todas as tardes aos locais mais movimentados.


Na terça-feira, primeiro dia do Eid, que vai até quinta-feira (17), não detectaram casos de assédio na capital, apenas em Alexandria, onde cerca de 30 voluntários percorreram as ruas próximas ao mar. Hussein disse que o grupo registrou 29 casos de assédio verbal e dois físicos. Nesses dois últimos, os voluntários repreenderam em público um dos agressores, que era um menor de idade, e que "tomou um grande susto".

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O outro, um jovem de 29 anos, teve o rosto "pichado" com tinta spray preta para que "todo mundo soubesse que agride mulheres", disse Hussein. No Cairo, a campanha se concentra na rua Qasr el Nil e no calçadão junto ao rio Nilo, onde jovens costumam se reunir. Hussein destacou que a maioria dos voluntários da campanha são estudantes e recém-formados, que pensam na possibilidade que a iniciativa prossiga todo o ano e não apenas durante as festas.


— O que me motivou a me juntar à campanha foi a tristeza de saber que meu país chegou ao segundo lugar entre os países do mundo onde mais se agride mulheres.

O jovem responsabilizou o "extremismo religioso" da sociedade pelo fenômeno, porque, em sua opinião, o cenário "reprime as liberdades e minimiza a importância e o papel da mulher".


— Elas são livres para se vestirem como o quiserem. Eu aconselho que usem sprays e isqueiros contra os que as agredirem.

O assédio contra mulheres durante as festividades se tornou um fenômeno recorrente no Egito. Grupos andam pelo centro e por outras áreas do Cairo e de outras cidades, onde as mulheres costumam ser objeto de agressões verbais e físicas, algumas vezes diante da passividade das forças de segurança. 

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