Acordo proposto para Estreito de Ormuz daria ao Irã controle do tráfego de entrada, dizem fontes
Fonte iraniana de alto escalão e duas autoridades regionais confirmaram uma das maiores concessões feitas até agora ao Irã
Internacional|Do R7
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Um acordo proposto entre Irã e Omã daria a Teerã o controle sobre os navios que entram no Golfo pelo Estreito de Ormuz, informaram à Reuters nesta quarta-feira (5) uma fonte iraniana de alto escalão e duas autoridades regionais, em uma das maiores concessões feitas até agora ao Irã.
Apesar do aparente passo em direção à aceitação das exigências iranianas, as fontes refutaram as afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um acordo para reabrir o estreito seria iminente, dizendo que detalhes importantes ainda precisavam ser acordados.
“A concessão já foi feita no que diz respeito a alguma forma de controle sobre o Estreito de Ormuz”, disse uma das fontes regionais à Reuters.
A outra fonte regional afirmou que ainda havia detalhes a serem definidos sobre como o “controle” seria estabelecido, com os negociadores do Golfo insistindo que os países da região supervisionem as inspeções dos navios e que qualquer pagamento de taxas seja voluntário.
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A fonte iraniana de alto escalão afirmou que o texto de um acordo já em discussão previa que o Irã tivesse controle sobre os navios que se dirigissem ao Golfo através do estreito, e que um dos principais pontos de discórdia era qual seria o papel do Irã em relação aos navios que seguissem na direção oposta.
Não houve resposta imediata de Washington às revelações sobre o acordo proposto.
Autoridades norte-americanas têm insistido repetidamente que nunca aceitariam qualquer acordo que permitisse ao Irã controlar o acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento de energia. Mas Trump e autoridades de seu governo afirmaram nos últimos dias que um acordo está iminente para pôr fim à guerra que ele iniciou em fevereiro e à qual, segundo pesquisas, a maioria dos eleitores norte-americanos se opõe.
Os preços do petróleo subiam ligeiramente na quarta-feira depois que o movimento houthi, aliado ao Irã, no Iêmen, afirmou ter atacado um petroleiro com bandeira saudita no Mar Vermelho — o mais recente ataque à navegação no Oriente Médio que tem prejudicado o abastecimento global de energia.
No entanto, os preços globais do petróleo permanecem próximos aos níveis mais baixos desde o início de julho, tendo caído acentuadamente nos últimos dois dias depois que Trump cancelou novos ataques ao Irã, citando novas negociações que, segundo ele, poderiam pôr fim ao conflito.
Embora não haja negociações diretas entre Teerã e Washington, o Irã vem negociando com Omã, que controla a margem oposta do estreito. O Irã rejeitou uma proposta anterior de Omã na semana passada, alegando que ela lhe concedia pouca influência.











