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Petróleo recua, mas efeitos econômicos e sociais da guerra persistem, diz pesquisador

Com trânsito marítimo mantido nos principais estreitos da região, mercado reage com queda do preço da commodity

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O tráfego marítimo no Golfo permanece estável, resultando na queda dos preços do petróleo.
  • O estreito de Ormuz e Bab el-Mandeb continuam sob ameaça, mas com trânsito ativo.
  • O pesquisador Lier Ferreira destaca dificuldades no Brasil e na Europa devido ao aumento dos preços do petróleo.
  • Washington adota uma postura de ultimato, com ameaça de ataque caso negociações falhem.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo com as incertezas sobre um possível acordo, o tráfego marítimo no Golfo continuou estável, o que resultou em uma queda nos preços do petróleo nesta quarta-feira (5). De acordo com dados de rastreamento, na terça (4), oito embarcações, cinco delas petroleiros, cruzaram o estreito de Ormuz.

Antes do conflito, até 140 embarcações navegavam pela via. No estreito de Bab el-Mandeb, que também está sob a ameaça de ataques, 20 navios atravessaram a passagem na última terça. O Catar declarou que os mediadores estão avançando na resolução do conflito.


Em entrevista ao programa Conexão Record News, o pesquisador do Núcleo de Estudos dos Países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, explicou que o Brasil passou por um aumento tanto no preço do petróleo quanto na composição de etanol e gasolina comum. Além disso, a Europa também “vem passando por uma dificuldade bastante grande”, com alguns países enfrentando falta até mesmo de querosene de aviação.

Segundo o especialista, Washington está seguindo uma “lógica do ultimato”, enquanto Donald Trump afirma que é necessário que um acordo entre Catar e Omã seja firmado para que o estreito seja reaberto. O presidente dos EUA enfatizou que, caso as negociações fracassem e o Irã não ceda, as forças norte-americanas irão realizar um ataque que será chamado de “devastador”.


“Na retórica trumpista, essa seria a última chance, a última janela diplomática a partir de uma escalada militar severa, após os Estados Unidos terem suspendido ações ofensivas mais amplas no fim da semana passada, para permitir que os negociadores cheguem a um acordo, digamos, que é aceitável para todos os países envolvidos. Por quê? As repercussões globais são muito grandes, estão intensas, e o drama humanitário, principalmente da população iraniana, também é muito grande. A gente não pode esquecer desse aspecto”, conclui.

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