Logo R7.com
RecordPlus

Justiça irlandesa rejeita eutanásia para doente terminal

Marie Fleming, de 59 anos, tem esclerose múltipla e quer praticar eutanásia com ajuda do marido

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Marie está há mais de 25 anos em uma cadeira de rodas
Marie está há mais de 25 anos em uma cadeira de rodas

A Suprema Corte da Irlanda rejeitou nesta segunda-feira (29) o recurso de apelação apresentado por uma mulher que se encontra em estado terminal com esclerose múltipla e que deseja praticar eutanásia com a ajuda de seu marido.

Marie Fleming, uma ex-professora universitária de 59 anos, apelou para o Supremo em fevereiro, depois que um tribunal de instância inferior negou a ela o direito de morrer com a ajuda de seu marido, Tom Curran.


Na Irlanda, o suicídio assistido é proibido e prevê penas de até 14 anos para quem "ajudar, instigar ou aconselhar" a prática.

Os sete juízes do Supremo ratificaram a sentença emitida em dezembro do ano passado e agora a família de Marie, que não esteve presente hoje na audiência pela gravidade de seu estado, considera a possibilidade de levar o pedido até os tribunais europeus.


Marie está há mais de 25 anos em uma cadeira de rodas e seus advogados argumentam que a legislação vigente viola seus direitos pessoais, de acordo com os princípios da Constituição irlandesa e da Convenção Europeia de Direitos Humanos.

A enferma, sustentam os advogados, não pedia que a Justiça permitisse que seu marido acabasse com sua vida, mas que a ajudasse a ela mesma praticar eutanásia.


O Supremo, no entanto, desprezou de novo estes argumentos ao assegurar que a legislação não "infringe de maneira desproporcional" os direitos constitucionais da litigante.

Seus advogados também queriam que a Justiça decidisse se a "criminalização" do suicídio assistido é justificada em casos nos quais, segundo eles, devem prevalecer os direitos pessoais do doente.


Neste sentido, sustentam que em outros países, como Reino Unido e Canadá, suas respectivas Procuradorias dispõem de diretrizes claras que delimitam os casos nos quais podem ou devem atuar. 

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.