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Obama pede que Putin retire suas forças da Crimeia

Os dois chefes de Estado tiveram conversa telefônica de uma hora e meia

Internacional|Do R7

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado (1º) que seu colega russo, Vladimir Putin, envie suas forças de volta para suas bases na Crimeia e se abstenha de interferir em outras partes da Ucrânia. Obama também o advertiu sobre as consequências que tais ações podem trazer para a Rússia no cenário internacional.

Após uma conversa telefônica de uma hora e meia entre os dois chefes de Estado, a Casa Branca emitiu um comunicado no qual classificou o ocorrido nas últimas horas na Crimeia como "uma clara violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia por parte da Rússia".


A entrada de tropas russas em território ucraniano "viola a lei internacional, incluídas as obrigações da Rússia, com base na Carta das Nações Unidas e no acordo de 1997 com a Ucrânia sobre as bases militares" e é "inconsistente com o Memorando de Budapeste de 1994 e a Ata Final de Helsinque", afirmou o comunicado. 

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Em sua conversa, Obama deixou claro que uma violação contínua da soberania e da integridade territorial da Ucrânia "teria um impacto negativo na posição da Rússia dentro da comunidade internacional".


Nesse sentido, o presidente americano anunciou que os Estados Unidos suspenderão sua participação nas reuniões preparatórias para a cúpula do G8, programada para junho na cidade russa de Sochi, e advertiu que "a violação da lei internacional levará a Rússia para um maior isolamento político e econômico".

Obama expressou "sua profunda preocupação" pelos acontecimentos das últimas horas. "Os Estados Unidos pedem que a Rússia alivie as tensões enviando suas forças de volta para as bases (russas) na Crimeia e se abstenha de qualquer interferência em outras partes da Ucrânia", enfatizou o comunicado da Casa Branca. Acrescentou que "reconhecemos os profundos laços históricos e culturais da Rússia com a Ucrânia e a necessidade de se proteger os direitos da etnia russa e das minorias dentro da Ucrânia".


O governo provisório da Ucrânia afirmou, conforme lembrou Obama, seu compromisso com o respeito dos direitos de todos os ucranianos e com suas obrigações internacionais, e os EUA "continuarão exigindo o seu cumprimento".

"Se a Rússia tem preocupações sobre o tratamento das minorias na Ucrânia, incluídos os russos, a forma apropriada de atendê-las é pacificamente através de um diálogo direto com o governo da Ucrânia", disse Obama a Putin, segundo a nota.

Obama sugeriu o envio de observadores internacionais do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, dois organismos dos quais a Rússia também faz parte.

O presidente americano exigiu o início imediato de um diálogo entre Rússia e Ucrânia, "com mediadores internacionais" e os EUA se mostraram dispostos a participar do mesmo.

"O povo da Ucrânia tem o direito de determinar seu próprio futuro", ressaltou Obama, segundo o comunicado, que reitera a disposição dos EUA em cooperar com seus aliados, o governo ucraniano e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para conseguir a estabilidade financeira do país.

A Casa Branca não mencionou as respostas de Putin que, segundo a rede de televisão ABC, disse a Obama que a Rússia se reserva ao direito de proteger seus interesses no caso de uma escalada da violência no leste da Ucrânia e na Crimeia.

O secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Martin Dempsey, o diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), John Brennan, e o diretor Nacional de Inteligência, James Clapper, se reuniram por mais de três horas neste sábado na Casa Branca para tratar da crise ucraniana.

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