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Presidente da Bolívia pede que Brasil devolva senador que fugiu de La Paz

Evo Morales criticou decisão "humanitária" de diplomata brasileiro e quer que Brasil dê explicações

Internacional|Do R7

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Morales não confirmou se já conversou com Dilma
Morales não confirmou se já conversou com Dilma

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta quarta-feira (28) que o Brasil devolva o senador Roger Pinto Molina para ser julgado em Laz Paz por acusações de corrupção, e cobrou explicações do governo brasileiro pela operação que permitiu a fuga do político de oposição da embaixada brasileira na capital boliviana.

Em suas primeiras declarações desde a fuga do senador, incidente que estremeceu as relações diplomáticas entre os países vizinhos, Morales condenou o acontecimento e rejeitou o argumento usado pelo diplomata brasileiro que ajudou Molina na fuga, de que a vida do senador estava em risco.


"Sim, condenamos esse acontecimento. O Brasil deve devolver Roger Pinto para que seja submetido à Justiça boliviana, seria a melhor forma de contribuir na luta contra a corrupção", disse Morales a jornalistas no Palácio do Governo da Bolívia.

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A fuga de Molina no fim de semana da embaixada brasileira em La Paz sem um salvo-conduto, com ajuda do encarregado de negócios da representação diplomática, também foi criticada pela presidente Dilma Rousseff, que substituiu o chanceler Antonio Patriota em consequência do caso.

Molina estava havia quase 15 meses asilado na representação diplomática. Ele recebeu asilo político em meados de 2012, mas a Bolívia nunca concedeu um salvo-conduto necessário para o político de oposição deixar o país em segurança.


O encarregado de negócios da embaixada brasileira em La Paz, Eduardo Saboia, disse que ajudou o boliviano a fugir, em uma viagem de 1.500 km realizada em um carro da embaixada brasileira sob escolta de dois fuzileiros navais do Brasil, porque Molina encontrava-se deprimido e ameaçava cometer suicídio.

Mas tanto Dilma como Morales negaram que o boliviano estivesse submetido a situações que colocassem sua vida em risco durante o período em que ficou asilado na embaixada, e uma fonte do governo brasileiro disse que Dilma teria uma conversa com Morales sobre o incidente.

Morales não informou nesta quarta-feira se essa conversa já aconteceu, e insistiu em cobrar explicações do Brasil.

— Lamentamos o uso indevido de veículos diplomáticos, violando normas internacionais, que facilitaram a saída ilegal de Roger Pinto da Bolívia. É importante que o governo do Brasil explique por que esta operação.

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