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Amigos e ex-namorada de delegado suspeito de matar namorada são indiciados por fraude processual 

Cinco pessoas são suspeitas de destruírem provas do crime durante investigações

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

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Amanda levou um tiro na cabeça e ficou cerca de dois meses internada
Amanda levou um tiro na cabeça e ficou cerca de dois meses internada

Cinco pessoas foram indiciadas por fraude processual no inquérito que investiga o delegado Geraldo Toledo, suspeito de matar a namorada adolescente. A Corregedoria da Polícia Civil enviou ontem (10) o documento à Justiça. De acordo com a assessoria da corporação, a advogada Maria Amélia Cordeiro Tupinambá, a ex-namorada de Toledo, Paula Rafaela Rocha Maciel e três amigos vão responder pelo crime. Será apurado se eles destruíram provas do caso.

O delegado foi indiciado por homicídio qualificado, que é quando o crime é cometido por motivo fútil. Além disso, a polícia pediu a prisão preventiva de Toledo, que atualmente está detido temporariamente na Casa de Custódia da Polícia Civil.


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A advogada, que não defende mais o delegado, afirmou que tem uma procuração da mãe da adolescente passando toda a responsabilidade sobre a filha para Toledo, o que contradiz a versão da família, que não aceitava o relacionamento.


Maria Amélia ainda disse que tentou colher provas e pediu perícias que foram negadas pela polícia. A delegada responsável pelo caso, Águeda Bueno, informou que todos os documentos protocolados pela advogada foram juntados aos autos.

Entenda o caso


O delegado teria atirado na adolescente Amanda Linhares, de 17 anos, com quem tinha um relacionamento amoroso, durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas, na região central de Minas. O crime ocorreu em abril deste ano.

Amanda ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital mineira. Ela morreu na noite do dia 4 de junho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi enterrado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.

Embora o exame de balística não tenha encontrado vestígios de pólvora nas mãos de Amanda, Toledo sustenta que a menor se matou. Um sapato e um estojo de maquiagem da garota foram encontrados na BR-040 e reforçaram as suspeitas de que o policial tentou ocultar provas.

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